ONU diz que sanções ampliam crise na Venezuela

A alta comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, afirmou nesta quarta-feira (6) que a crise política, econômica e social na Venezuela tem sido "exacerbada pelas sanções" internacionais; "A situação na Venezuela ilustra claramente a maneira como as violações dos direitos civis e políticos - incluindo a não defesa das liberdades fundamentais e a independência das instituições chave - podem acentuar um declínio dos direitos econômicos e sociais", declarou Michelle Bachelet, ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU

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247, com AFP - A alta comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, afirmou nesta quarta-feira (6) que a crise política, econômica e social na Venezuela tem sido "exacerbada pelas sanções" internacionais.

"A situação na Venezuela ilustra claramente a maneira como as violações dos direitos civis e políticos - incluindo a não defesa das liberdades fundamentais e a independência das instituições chave - podem acentuar um declínio dos direitos econômicos e sociais", declarou Michelle Bachelet, ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

"Isto mostra também como a rápida deterioração destas condições econômicas e sociais provoca um número ainda maior de protestos, uma repressão ainda maior e novas violações dos direitos civis e políticos", completou, durante um discurso sobre a situação no mundo.

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Para Bachelet, "esta situação foi exacerbada pelas sanções e a atual crise política, econômica, social e institucional resultante é alarmante".

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU voltará a tratar de modo mais profundo a situação na Venezuela no dia 20 de março, na presença da alta comissária. Bachelet foi convidada em novembro por Caracas a viajar a Venezuela para "ver os efeitos das sanções".

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O discurso da alta comissária foi feito no momento em que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, convocou protestos para o dia 9 de março, quatro anos depois do anúncio das primeiras sanções impostas pelo então presidente americano Barack Obama.

Na terça-feira (5), o representante especial dos Estados Unidos para a crise na Venezuela, Eliott Abrams, anunciou que Washington deve impor em breve novas restrições de vistos americanos aos que apoiam Nicolás Maduro.

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Além disso, não descartou que, após as sanções econômicas impostas à Venezuela, o Tesouro norte-americano possa adotar "sanções secundárias" contra empresas estrangeiras ou até mesmo países que continuem negociando com entidades venezuelanas na lista de proibições dos Estados Unidos.

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