ONU diz que 90 mil podem ser reféns do EI em Falluja
Organização das Nações Unidas (ONU) revisou para cima o número de civis que se acredita estarem retidos na cidade iraquiana de Falluja, um bastião do Estado Islâmico próximo de Bagdá – a estimativa anterior de 50 mil pessoas subiu para 90 mil; Exército iraquiano iniciou uma ofensiva para expulsar os insurgentes de Falluja em 23 de maio, mas na prática a cidade está sob estado de sítio, e sem receber suprimentos, há cerca de seis meses
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Reuters - A Organização das Nações Unidas (ONU) revisou significativamente para cima nesta quarta-feira o número de civis que se acredita estarem retidos na cidade iraquiana de Falluja, um bastião do Estado Islâmico próximo de Bagdá – a estimativa anterior de 50 mil pessoas subiu para 90 mil.
Em uma entrevista à Reuters por telefone de Bagdá, a coordenadora humanitária da ONU para o Iraque, Lise Grande, alertou que a população civil pode estar submetida a uma situação "angustiante" na localidade sitiada 50 quilômetros a oeste da capital Bagdá.
O Exército iraquiano iniciou uma ofensiva para expulsar os insurgentes de Falluja em 23 de maio, mas na prática a cidade está sob estado de sítio, e sem receber suprimentos, há cerca de seis meses.
"Subestimamos quantos civis estão em Falluja", reconheceu Lise. "As pessoas que estão saindo estão nos dando uma impressão forte de que podemos estar falando talvez em 80 a 90 mil civis lá dentro."
Mais de 20 mil pessoas conseguiram escapar de Falluja em condições extremamente difíceis, caminhando durante dias e enfrentando disparos do Estado Islâmico para chegar a áreas comandadas pelo governo, disse ela.
"Um grande número delas infelizmente não conseguiu sair. Sabemos que mais de 10 pessoas se afogaram tentando cruzar o rio", afirmou, relatando também casos de famílias que perderam os filhos durante a fuga.
(Por Maher Chmaytelli)
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