ONU denuncia que 86 defensores de direitos humanos foram assassinados na Colômbia em 2019
A ONU denunciou que na Colômbia ativistas de direitos humanos são assassinados em um contexto de estigmatização da atividade que realizam em áreas consideradas de risco
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Telesur - Pelo menos 86 defensores de direitos humanos foram assassinados na Colômbia durante o ano de 2019, de acordo com um relatório divulgado na terça-feira (10) pelo representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos naquele país, Alberto Brunori.
Brunori enfatizou que a defesa dos direitos humanos na Colômbia é "uma atividade de alto risco", enquanto muitos dos mortos eram pessoas que ele conhecia.
Ele dá seu testemunho sobre o "trabalho corajoso" que essas pessoas realizavam. Segundo Brunori, esses números revelam a falta de atenção do Estado. "Está falhando em fortalecer as democracias de igualdade e dignidade porque o direito à vida e aos direitos humanos não está sendo protegido", afirmou sobre a Colômbia em 2019.
O representangte da ONU também disse que os assassinatos ocorreram em locais remotos, onde o acesso à justiça, direitos econômicos, sociais e culturais são precários. Brunori enfatizou que os crimes ocorrem em um contexto de estigmatização do trabalho realizado por ativistas em áreas instáveis e arriscadas da Colômbia e devido a suas reivindicações.
Durante o fórum realizado por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos, em Cartagena, o representante da ONU disse que 22 dos 86 líderes assassinados eram membros dos Community Action Boards (JAC), organizações de base que promovem processos comunitários nos bairros e zonas rurais.
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