ONU denuncia prisões arbitrárias e uso da força contra manifestantes e jornalistas nos EUA

As vítimas de abuso de autoridade pela polícia dos EUA devem ter o direito de "investigações imediatas, independentes, imparciais e transparentes", afirma o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU

(Foto: Reuters)


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247 - As Nações Unidas (ONU) denunciaram as táticas das forças policiais dos EUA nos protestos antirracistas em Portland e outras cidades dos EUA, que afetam os manifestantes e os jornalistas em atividade profissional, observando, em particular, o uso "discriminatório" da força, detenções arbitrárias e "outras violações de seus direitos".

"Os protestos pacíficos que ocorreram nas cidades americanas, como Portland, realmente devem poder continuar sem que os manifestantes corram o risco de serem presos arbitrariamente, ou sujeitos ao uso desnecessário, desproporcional ou discriminatório da força ou outras violações de seus direitos ", afirmou a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Elizabeth Throssell, nesta sexta-feira (24), informa RT.

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Em um comunicado publicado no site da ONU, a porta-voz também expressou preocupação com relatos de policiais em carros não identificados detendo manifestantes sem explicação, observando que essa prática "pode ​​colocar as pessoas fora de proteção da lei e levar a prisões arbitrárias e outras violações dos direitos humanos".

Os manifestantes sujeitos ao "uso desnecessário ou excessivo da força" pelos policiais devem ter o direito de realizar "investigações independentes, imparciais e transparentes sobre qualquer alegação de violação dos direitos humanos", enfatiza.

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À medida que os protestos em Portland e outras cidades do país ganham força, Throssell anunciou que o Comitê de Direitos Humanos da ONU emitirá um guia na próxima quarta-feira, abordando tópicos como "protestos físicos e online, ordem pública e o trabalho de meios de comunicação".

Entre as dezenas de cidades americanas que foram palco de protestos contra a injustiça racial e a brutalidade policial nas últimas semanas, Portland, vem atraindo muita atenção ultimamente, incluindo a do presidente do país, Donald Trump, que enviou oficiais para lá para ajudar a polícia local supostamente para conter distúrbios e vandalismo intensificados.

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Sua chegada, no entanto, agravou ainda mais a situação na cidade, cujo centro já foi palco de mais de 50 dias consecutivos de tumultos e subsequentes confrontos com a polícia. Os manifestantes se opõem à presença de forças do governo e exigem sua retirada.

Por outro lado, as autoridades federais culpam os ativistas, que chamam de "anarquistas" e "terroristas" - por acenderem os protestos. 

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