ONU critica falta de negros no governo Temer
"Eles são mais da metade da população do Brasil e mais de 10% da população de Cuba", afirmou o Alto Comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas, Zeid Hussein; "Mas sua representação nos altos níveis do governo, incluindo nos ministérios, é muito inferior", completou; segundo Zeid, "esse déficit de representação na cúpula do poder afeta toda a sociedade: parlamentos, locais de trabalho no setor público e privado, escolas, tribunais, na imprensa – todos lugares em que às vozes dos afrodescendentes são dados muito pouco peso"; a falta de negros e mulheres foi uma das principais críticas contra o ministério do governo interino, que já sofreu duas quedas
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247 - A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou a abaixa representatividade de negros na cúpula do governo brasileiro. Segundo a instituição, a situação também ocorre em outros países da América Latina, região que possui mais de 150 milhões de afrodescendentes.
"Existem cerca de 150 milhões de pessoas de descendência africana na região, somando quase 30% da população. Eles são mais da metade da população do Brasil e mais de 10% da população de Cuba", afirmou o Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU, Zeid Hussein.
"Mas sua representação nos altos níveis do governo, incluindo nos ministérios, é muito inferior", completou. "A representação importa", sustentou o membro da ONU.
Segundo Zeid, "esse déficit de representação na cúpula do poder afeta toda a sociedade: parlamentos, locais de trabalho no setor público e privado, escolas, tribunais, na imprensa – todos lugares em que às vozes dos afrodescendentes são dados muito pouco peso".
"Peço que esses governos tomem ações para refletir a diversidade de sua população dos órgãos de tomadas de decisão, incluindo a consideração de políticas de ação afirmativa", apelou.
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