ONU condena crimes "disseminados" do Estado Islâmico

A principal autoridade de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, condenou nesta segunda-feira os crimes "terríveis, disseminados" cometidos pelos combatentes do Estado Islâmico no Iraque, incluindo assassinatos, escravidão, crimes sexuais e ataques a pessoas por motivos étnicos ou religiosos; segundo ela, eles equivalem a crimes contra a humanidade e crimes de guerra

Multidão carrega caixão de soldado curdo peshmerga morto em confronto com militantes do Estado Islâmico. 24/08/2014 REUTERS/Stringer
Multidão carrega caixão de soldado curdo peshmerga morto em confronto com militantes do Estado Islâmico. 24/08/2014 REUTERS/Stringer (Foto: Gisele Federicce)


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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - A principal autoridade de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, condenou nesta segunda-feira os crimes "terríveis, disseminados" cometidos pelos combatentes do Estado Islâmico no Iraque, incluindo assassinatos, escravidão, crimes sexuais e ataques a pessoas por motivos étnicos ou religiosos.

A perseguição e as violações sistemáticas, documentadas por investigadores de direitos humanos da ONU, equivalem a crimes contra a humanidade e crimes de guerra sob a legislação internacional, disse Pillay em um comunicado.

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"Violações de direitos humanos graves e horríveis estão sendo cometidas diariamente pelo EIIL e grupos armados associados a ele", disse Pillay, referindo-se ao Estado Islâmico por seu antigo nome, Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

"Eles estão sistematicamente atacando homens, mulheres e crianças com base em sua etnia, religião, afiliação sectária, e estão impiedosamente realizando limpezas étnicas e religiosas disseminadas nas áreas sob seu controle", acrescentou.

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Cristão, yazidis e turcomanos estão entre os atacados pelo grupo militante sunita, disse ela.

Cerca de 670 presos do presídio Badush na cidade de Mosul foram mortos pelo Estado Islâmico em 10 de junho após serem levados em caminhões para uma área vazia e depois de uma triagem para selecionar os não sunitas, segundo Pillay, citando depoimentos de sobreviventes e testemunhas do "massacre" a investigadores da ONU.

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O grupo que se separou da Al Qaeda tomou o controle da cidade iraquiana de Mosul em 10 de junho, levando as forças de segurança a fugir, em uma demonstração de poder contra o governo de Bagdá, liderado pelos xiitas.

Pillay, ex-juíza de crimes de guerra da ONU, pediu ao governo iraquiano e à comunidade internacional que protejam as comunidades étnicas e religiosas vulneráveis, incluindo ao menos 13.000 turcomanos xiitas na província de Salahuddin, sitiados pelas forças do Estado Islâmico desde meados de junho, diante do "temor de um possível massacre iminente".

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