ONU: aumento dos preços levou 71 milhões à pobreza em três meses
As nações que enfrentam a situação mais crítica estão nos Bálcãs, na região do mar Cáspio e na África Subsaariana, em particular no Sahel
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247 - Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) publicado nesta quinta-feira, 7, aponta que o aumento dos preços dos alimentos e da energia levou 71 milhões de pessoas à pobreza desde março deste ano.
O documento analisa 159 países. As nações que enfrentam a situação mais crítica estão nos Bálcãs, na região do mar Cáspio e na África Subsaariana, em particular no Sahel.
"Aumentos de preços sem precedentes significam que, para muitas pessoas em todo o mundo, a comida que eles podiam comprar ontem não é mais possível hoje", afirmou o diretor do PNUD, Achim Steiner.
Segundo o relatório, a aceleração da pobreza "é consideravelmente mais rápida que o choque da pandemia de Covid-19".
O PNUD atribui o aumento dos preços à guerra na Ucrânia, o que Moscou nega. Segundo o Kremlin, as sanções indiscriminadas impostas desde o início da operação militar especial são a principal causa do aumento da pobreza.
O relatório ainda observa que a política monetária restritiva adotada pela maioria dos países deve agravar o quadro.
"Enquanto as taxas de juros aumentam em resposta à alta da inflação, existe o risco de desencadear uma nova pobreza induzida pela recessão que exacerbará ainda mais a crise, acelerando e aprofundando a pobreza no mundo", acrescenta o PNUD. (Com informações da AFP).
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