ONU acusa países ricos de "nacionalismo vacinal"

O Secretário Geral da ONU, António Guterres, observou que a pandemia teve "um impacto desproporcional e terrível sobre os pobres e despossuídos" e criticou os países ricos por ignorarem as necessidades dos menos desenvolvidos

(Foto: UN Photo/Jean-Marc Ferré)


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247 - O Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, acusou os países ricos de "nacionalismo vacinal". Segundo ele, na luta pela compra de medicamentos contra o coronavírus, esses estados ignoraram as necessidades das nações menos desenvolvidas.

Nesse sentido, a pandemia covid-19 "evidenciou sérias lacunas na cooperação e solidariedade globais", disse Guterres durante o 75º aniversário da primeira reunião da Assembleia Geral da ONU, informa RT.

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“Vimos isso mais recentemente no nacionalismo vacinal, já que alguns países ricos competem para comprar vacinas para seu próprio povo, sem levar em conta os pobres do mundo”, frisou o secretário-geral.

Guterres também observou que a situação atual teve "um impacto desproporcional e terrível sobre os pobres e despossuídos, idosos e crianças, pessoas com deficiência e minorias de todos os tipos."

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“[A pandemia] colocou 88 milhões de pessoas na pobreza e colocou mais de 270 milhões em risco de insegurança alimentar aguda. A interrupção da educação afetará milhões de crianças ao longo de suas vidas. Milhões de mulheres ficaram para trás, presas em casa com seus agressores e os avanços na igualdade de gênero foram revertidos ", lamentou o chefe da ONU.

Para enfrentar as profundas fragilidades do nosso mundo, reveladas pela pandemia, “devemos reduzir a desigualdade e a injustiça e fortalecer os laços de apoio e confiança mútuos”, sugeriu o alto funcionário.

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“Em nível internacional, solicitei um novo acordo global. Poder, recursos e oportunidades devem ser melhor administrados e compartilhados de forma mais equitativa. Os países em desenvolvimento devem ter um papel proporcional e maior relevância nas instituições globais”, concluiu Guterres.

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