Onda de indignação em Ferguson se estende a 170 cidades dos EUA

A indignação da cidade de Ferguson, no Missouri, com a decisão de um júri que livrou o policial que matou o jovem negro Michael Brown, estendeu-se a 170 cidades em 37 estados norte-americanos, com milhares de pessoas saindo às ruas

A indignação da cidade de Ferguson, no Missouri, com a decisão de um júri que livrou o policial que matou o jovem negro Michael Brown, estendeu-se a 170 cidades em 37 estados norte-americanos, com milhares de pessoas saindo às ruas
A indignação da cidade de Ferguson, no Missouri, com a decisão de um júri que livrou o policial que matou o jovem negro Michael Brown, estendeu-se a 170 cidades em 37 estados norte-americanos, com milhares de pessoas saindo às ruas (Foto: Leonardo Attuch)


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Da Agência Lusa

A indignação da cidade de Ferguson, no Missouri, com a decisão de um júri que livrou o policial que matou o jovem negro Michael Brown, estendeu-se, nessa terça-feira (25), a 170 cidades em 37 estados norte-americanos, com milhares de pessoas saindo às ruas.

Washington, Nova York, Los Angeles, Atlanta, Boston, Filadelfia, Oakland e Seattle foram palco, à noite, das maiores concentrações, de tom pacífico, com raros incidentes e algumas detenções.

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As grandes cidades de todo o país estavam em alerta diante da possibilidade de distúrbios desde a noite de segunda-feira (24), quando foi conhecida a decisão do júri de não avançar com uma acusação contra o agente Darren Wilson, por não haver provas suficientes para sustentar a imputação ao policial, de 28 anos, que matou a tiro Brown, de 18 anos, em Ferguson, no dia 9 de agosto.

O caso de Ferguson desencadeou uma série de protestos em todo o país, tendo sido registrados episódios violentos, que levaram à designação, ontem, de mais de 2 mil agentes da Guarda Nacional para a pequena localidade, depois de, na noite anterior, terem sido registrados incêndios em edifícios, em viaturas, saques e detidas mais de 80 pessoas.

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Leia, abaixo, reportagem da Reuters a respeito:

 

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Por Ellen Wulfhorst e Daniel Wallis e Edward McAllister

 

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FERGUSON, Estados Unidos (Reuters) - Cerca de 2.000 homens da Guarda Nacional enviados à região de St. Louis ajudaram a polícia a evitar uma segunda noite de protestos violentos e vandalismo, à medida que os protestos se espalharam para várias cidades dos Estados Unidos após um júri ter decidido não indiciar um policial branco que matou um jovem negro desarmado.

 

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O presidente Barack Obama fez um apelo por diálogo, e o secretário de Justiça do governo prometeu que uma investigação federal sobre a morte de Michael Brown, de 18 anos, em agosto, será rigorosa.

 

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O policial Darren Wilson, que atirou no jovem, disse que sua consciência está tranquila.

 

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Apesar do reforço na presença dos agentes de segurança em Ferguson, um carro de polícia foi incendiado perto da prefeitura ao anoitecer, e a polícia lançou bombas de fumaça e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes.

 

Uma multidão de manifestantes depois se reuniu perto do quartel-general da polícia, entrando em confronto com policiais que utilizaram spray de pimenta.

 

A multidão, no entanto, era menor e menos agitada do que na segunda-feira, quando cerca de 12 imóveis comerciais foram incendiados e outros foram saqueados, em meio a troca de tiros esporádicas por parte dos manifestantes e bombas de gás disparadas pela polícia.

 

Mais de 60 pessoas foram presas na segunda, ante 44 detenções na noite de terça, de acordo com a polícia.

 

A agitação em torno da morte de Brown em Ferguson, uma cidade predominantemente negra com uma estrutura de poder dominada pelos brancos, destacou a natureza muitas vezes tensa das relações raciais nos EUA e os laços instáveis entre a polícia e as comunidades afroamericanos.

 

Protestos também ocorreram em outras cidades norte-americanas na terça-feira, de Los Angeles à capital Washington.

 

O policial Wilson, que poderia ter enfrentado acusações que vão desde homicídio involuntário a assassinato em primeiro grau, disse em entrevista à ABC News que não havia nada que poderia ter feito de forma diferente em seu confronto com Brown que poderia evitar a morte do adolescente.

 

"A razão pela qual eu tenho a consciência limpa é porque eu sei que eu fiz o meu trabalho direito", disse ele, acrescentando que não teria agido de forma diferente se Brown fosse branco.


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