OMS relata quase 330 mortos e 3.200 feridos por confrontos no Sudão

Por sua vez, o Comitê Central de Médicos do país, citado pela rede Al-Jazeera, registrou a morte de 198 civis e 1.207 feridos desde o início dos confrontos

Combates no Sudão. Foto: Reuters
Combates no Sudão. Foto: Reuters (Foto: Reuters)


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Sputnik Brasil - Quase 330 pessoas morreram e outras 3.200 ficaram feridas em confrontos entre as Forças Armadas sudanesas e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido do Sudão (RSF, na sigla em inglês), informou o diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Mediterrâneo Oriental, Ahmed Mandhari.

 "Desde o dia 15 de abril, quase 330 pessoas foram mortas e outras 3.200 ficaram feridas em confrontos entre tropas do governo e forças armadas de oposição em Cartum e várias outras províncias, incluindo Darfur", disse Mandhari, segundo o escritório regional da OMS em sua conta no Twitter.

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 Por sua vez, o Comitê Central de Médicos do país, citado pela rede Al-Jazeera, registrou a morte de 198 civis e 1.207 feridos desde o início dos confrontos.

 No dia 13 de abril, canais de televisão árabes noticiaram que o grupo paramilitar RSF havia deslocado suas unidades para a cidade de Merowe, no norte do Sudão.

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 Na noite do mesmo dia, o Exército sudanês emitiu um comunicado, segundo o qual o destacamento da RSF em Cartum e em várias cidades "foi ilegal" e foi realizado sem qualquer coordenação com as Forças Armadas. Pouco depois, eclodiram confrontos entre o Exército Sudanês e o RSF.

 Os paramilitares acusaram o Exército de ter atacado a sua base em Cartum e anunciaram a tomada do Palácio da República (sede da Presidência), do aeroporto da capital e da base aérea de Merowe. O Exército, por sua vez, negou essas declarações e garantiu que mantém o controle de todas as instalações estratégicas, incluindo o Palácio Presidencial. Às 18h00 (horário local, 13h00 em Brasília) da última terça-feira (18), entrou em vigor uma trégua humanitária de 24 horas, que foi prorrogada por mais um dia na quarta-feira (19).

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 O embaixador sudanês na Rússia, Mohammed Sirraj, disse à Sputnik nesta quinta-feira (20) que o Exército do país está no controle da situação, sendo, segundo ele, assunto interno.

 "Gostaria de confirmar o que o Ministério das Relações Exteriores sudanês disse em um comunicado que os atuais desenvolvimentos no Sudão são assunto nosso. Os militares sudaneses têm o domínio e a tarefa de colocar a situação sob controle", disse o diplomata, em resposta a uma pergunta sobre se o país precisava de ajuda externa.

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 O embaixador destacou ainda que o general Abdel Fattah Burhan, presidente do Conselho de Transição de Soberania do Sudão, é o único líder legítimo do país.

 "Além do Ministério das Relações Exteriores do Sudão, não há nenhuma entidade sudanesa que mantenha contato com as embaixadas sudanesas no exterior. O Ministério das Relações Exteriores é a única organização que contata as embaixadas sudanesas em todo o mundo", acrescentou Sirraj.

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