OMS: pandemia de coronavírus está "acelerando"

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou, no entanto, que "não somos prisioneiros das estatísticas. Não somos testemunhas impotentes. Podemos mudar a trajetória desta pandemia"

Tedros Adhanom Ghebreyesus
Tedros Adhanom Ghebreyesus (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)


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Por Stephanie Nebehay e Kate Kelland, da Reuters* - Genebra

A pandemia de coronavírus está "acelerando", com mais de 300 mil casos registrados no mundo e notificações em quase todos os países, alertou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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Embora tenham se passado 67 dias entre o primeiro caso relatado e a marca de 100 mil casos de Covid-19, bastaram 11 dias para se chegar aos 100 mil casos seguintes e só quatro dias para a terceira leva de 100 mil casos, disse Ghebreyesus.

"Mas não somos prisioneiros das estatísticas. Não somos testemunhas impotentes. Podemos mudar a trajetória desta pandemia", disse Tedros em entrevista pela internet com mais de 300 repórteres.

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Ele pediu um comprometimento político global, apelando aos países para que adotem medidas defensivas e agressivas.

"Pedir às pessoas que fiquem em casa e outras medidas de distanciamento social é uma maneira importante de frear a disseminação do vírus e ganhar tempo, mas são medidas defensivas", afirmou.

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"Para vencer, precisamos atacar o vírus com táticas agressivas e específicas – examinando cada caso suspeito, isolando e cuidando de cada caso confirmado e rastreando e colocando em quarentena cada contato próximo".

O chefe do programa de emergências da OMS, Mike Ryan, perguntado sobre os Jogos Olímpicos de Tóquio, disse que a organização está contribuindo com as deliberações do Comitê Olímpico Internacional (COI), do governo japonês e do comitê da Tóquio 2020.

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Austrália e Canadá já disseram que não participarão dos jogos, e os organizadores estão sendo cada vez mais pressionados a adiá-los pela primeira vez nos 124 anos da história moderna do evento.

"Acredito que uma decisão será tomada muito em breve", afirmou Ryan.

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Ele disse que qualquer decisão de adiamento seria tomada pelo Japão e pelo COI, acrescentando: "Temos toda a confiança de que o governo japonês e o COI não prosseguirão com os jogos se for perigoso para atletas e espectadores."

*Agência britânica de notícias

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