OMS diz que não há evidência de que mercado de Wuhan foi epicentro da pandemia

Não há informação suficiente para estabelecer que o epicentro da pandemia de Covid-19 tenha sido o mercado de frutos do mar de Huanan, local do primeiro grupo conhecido de infecções na cidade chinesa de Wuhan

Membros da equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da pandemia do coronavírus sentam em um ônibus antes de deixar aeroporto de Wuhan.
Membros da equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da pandemia do coronavírus sentam em um ônibus antes de deixar aeroporto de Wuhan. (Foto: Thomas Peter/Reuters)


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247 - Disseminou-se pelo mundo a ideia de que a cepa do novo Coronavírus surgiu na China, mas não há informação suficiente para estabelecer que o epicentro da pandemia de Covid-19 tenha sido o mercado de frutos do mar de Huanan, local do primeiro grupo conhecido de infecções na cidade chinesa de Wuhan, afirmou nesta terça (9) a comissão comandada pela OMS (Oganização Mundial da Saúde) para pesquisar a origem do Sars-Cov-2. A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo. 

De acordo com Ben Embarek, especialista em segurança alimentar e doenças animais da OMS e presidente da equipe de investigação, os resultados trouxeram mais detalhes sobre a origem da pandemia, mas "não mudaram substancialmente as hipóteses originais".

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Também não foi possível identificar a fonte animal específica da transmissão de coronavírus para humanos.

A reportagem ainda informa que Liang Wannian, chefe do painel de especialistas Covid-19 na Comissão Nacional de Saúde da China, as linhagens já sequenciadas em morcegos e pangolins, apontados como as mais prováveis origens do Sars-Cov-2, não são suficientemente similares ao patógeno para garantir essa associação.

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