OMS diz que há registro de mortes de crianças por novo coronavírus
"Embora a evidência que temos sugira que aqueles com mais de 60 anos correm maior risco, jovens, incluindo crianças, morreram", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus
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Sputnik - O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta segunda-feira que o COVID-19, doença causada pelo coronavírus, pode matar crianças.
"Esta é uma doença séria. Embora a evidência que temos sugira que aqueles com mais de 60 anos correm maior risco, jovens, incluindo crianças, morreram", disse Tedros em coletiva de imprensa, segundo publicado pelo portal G1.
A OMS aponta como grupos de risco do novo coronavírus idosos e pessoas com doenças pré-existentes, como problemas respiratórios, hipertensão e diabetes.
Até o momento, a entidade não havia anunciada a morte de crianças.
O diretor da OMS disse ainda que a estratégia de contenção do vírus está dando resultados na China, Coreia do Sul e Singapura.
Segundo ele, as medidas restritivas impostas pelos países, com alguns chegando a fechar suas fronteiras, são positivas. Tedros ressaltou que a pandemia pode ser controlada.
A OMS anunciou ainda que atualmente há mais casos de COVID-19 fora da China do que no país asiático, local onde o surto surgiu.
"Mais casos e mortes estão sendo informados no resto do mundo do que na China", disse Tedros, segundo a agência AFP.
Fora da China, os países com o maior número de casos são Itália, Irã e Espanha.
O chefe da OMS pediu para que todos os casos suspeitos do coronavírus sejam testados, o que pode ajudar a controlar a pandemia.
"Testem, testem, testem", disse ele. "Você não pode combater um incêndio de olhos fechados", acrescentou.
No entanto, Tedros afirmou que os casos mais brandos da doença, em países com menor capacidade hospitalar, devem ser isolados e tratados em casa.
Apesar da rápida disseminação do vírus, Tedros demonstrou confiança.
"Estamos nisso juntos. E somente podemos obter sucesso juntos", disse, elogiando o comportamento solidário da população.
"Esse incrível espírito de solidariedade humana deve se tornar mais infeccioso do que o próprio coronavírus. Embora nós devamos ficar fisicamente afastados por um momento, nós podemos permanecer juntos de maneiras que nunca fizemos", disse o diretor-geral da OMS.
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