OMS critica guerra das vacinas e defende bem público da humanidade

O nacionalismo na criação e produção de vacinas não ajudará a combater o coronavírus, opina o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva em Genebra
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva em Genebra (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)


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247 - Os países mais ricos devem se comprometer politicamente para garantir que qualquer vacina seja distribuída de maneira justa em todo o mundo, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS. 

Na opinião do dirigente da agência de saúde da ONU, deveria haver um "consenso global" para tornar qualquer vacina contra o novo coronavírus um produto de saúde global. Ele enfatizou que fazer isso é uma "escolha política", já que o "nacionalismo" não ajudará a combater a pandemia, afirmou nesta quinta-feira (6), segundo a RT.

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"O nacionalismo das vacinas não é bom, não vai nos ajudar", disse Tedros. "Quando dizemos que deve ser um bem público, não é apenas para compartilhar, é porque tem vantagens", acrescentou, explicando que dessa maneira todos nos recuperaremos mais rápido porque vivemos em "um mundo globalizado".

Durante um painel de discussão on-line com membros do Fórum de Segurança de Aspen, o diretor da organização falou sobre a necessidade de as nações e as farmacêuticas persistirem nos esforços para encontrar uma vacina eficaz e comercializar com antecedência o máximo de doses possível. Ao compartilhar vacinas ou outras ferramentas, "a recuperação econômica pode ser mais rápida e os danos do covid-19 podem ser menores", disse Tedros.

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Desse modo, ele expressou a necessidade de os países mais ricos se comprometerem politicamente para garantir que qualquer preparação seja distribuída de maneira justa em todo o mundo.

Nesta semana, a OMS declarou que garantirá o acesso à vacina Covid-19 para todos os países através do mecanismo COVAX.

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Esse sistema "está acelerando a busca por uma vacina eficaz para todos os países", enquanto busca "garantir acesso rápido, justo e equitativo" a ela em todo o mundo ", explicou um porta-voz da organização.

Um relatório recente da Bloomberg mostrou que os EUA, o Reino Unido, a União Européia e o Japão já reservaram cerca de 1,3 bilhão de doses de "possíveis meios de imunização contra a Covid-19", então há "uma preocupação crescente" que o resto do mundo estará no fim da linha no esforço global para derrotar o patógeno ".

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Por seu turno, a China anunciou que concederá um empréstimo de US $ 1 bilhão aos países da América Latina e do Caribe, que permitirá o acesso à vacina contra a Covid-19. O gigante asiático expressou em várias ocasiões que a vacina  desenvolvida em seu país será um bem público com acesso universal.

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