OEA convoca reunião de chanceleres sobre a Venezuela para 19 de junho

Organização dos Estados Americanos tenta chegar a consenso sobre a posição do organismo ante à crise na Venezuela; chanceleres irão votar duas propostas e são necessários os votos de 23 dos 34 chanceleres para que elas sejam aprovadas

QUI17 - QUITO (ECUADOR) - 06/06/04 - Vista general de la inauguraci�n de la XXXIV Asamblea General de la Organizaci�n de Estados Americanos (OEA) 
QUI17 - QUITO (ECUADOR) - 06/06/04 - Vista general de la inauguraci�n de la XXXIV Asamblea General de la Organizaci�n de Estados Americanos (OEA)  (Foto: Charles Nisz)


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Da Agência Brasil 

A Organização dos Estados Americanos (OEA) realizará a segunda sessão da reunião de chanceleres sobre a Venezuela no dia 19 de junho em Cancún, no México, antes da abertura formal da Assembleia Geral do organismo. As informações são da agência de notícias EFE.

A informação foi confirmada pelo ministro de Relações Exteriores da Guatemala, Carlos Raúl Morales - que preside a reunião - em uma nota enviada à Secretaria Geral da OEA, segundo o documento ao qual a Agência EFE teve acesso e que será publicado hoje (14).

A reunião de chanceleres sobre a crise da Venezuela foi suspensa no último dia 31 de maio na sua primeira sessão em Washington perante a falta de acordo sobre os dois projetos de declaração apresentados.

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Os chanceleres retomarão a sessão em 19 de junho no Hotel Moon Palace de Cancún, onde será aberta oficialmente a 47ª Assembleia Geral da OEA, a reunião anual mais importante do organismo e da qual participam os ministros de Relações Exteriores ou algum representante desse departamento.

Na reunião de 31 de maio os chanceleres se comprometeram a retomar a sessão antes da Assembleia com a intenção de que, nesse encontro, o acordo já estivesse pronto de antemão e só tivesse que ser votado.

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No entanto, segundo fontes diplomáticas consultadas pela EFE, não existe ainda uma proposta que possa angariar a maioria necessária para a tomada de decisões na reunião de chanceleres: 23, dois terços dos 34 Estados representados (todos do continente, menos Cuba).

O acordo não foi possível em maio porque a proposta de declaração de Estados Unidos, México, Peru, Canadá e Panamá pedia o cancelamento da Assembleia Constituinte na Venezuela e era muito crítica ao governo de Nicolás Maduro, enquanto que a apresentada pelos 14 países da Comunidade do Caribe (Caricom) não continha essas reivindicações.

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Por outro lado, as duas propostas concordam em pedir a cessação da violência a todas as partes, um novo processo de diálogo, a criação de um grupo que o acompanhe e no convite à Venezuela para reconsiderar sua decisão de deixar a OEA.

Segundo fontes diplomáticas consultadas pela EFE, a nova reunião poderia terminar de novo sem acordo, razão pela qual os 14 países impulsores do encontro e da mediação da OEA na crise da Venezuela explora alternativas, como tentar aprovar um projeto de resolução na Assembleia, onde só precisariam de 18 votos.

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Para essa votação, confiam em contar com pelo menos quatro países do Caribe, como ocorreu em ocasiões anteriores. Se isso não for possível, caso a Caricom mantenha a posição de bloco pela qual optou para a reunião de chanceleres, o grupo dos 14 cogita emitir uma declaração de imprensa assinada com a sua posição e propostas sobre a crise venezuelana.

Desde o dia 1º de abril, a Venezuela vive uma onda de protestos a favor e contra o governo, alguns dos quais se tornaram violentos e deixaram um balanço de 69 mortos e mais de mil feridos, segundo dados do Ministério Público local.

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