Odebrecht paga US$ 17,9 mi à Guatemala para compensar atos de corrupção

Odebrecht aceitou pagar US$ 17,9 milhões de dólares para Guatemala, um montante equivalente aos subornos recebidos pelos funcionários públicos do país para o fechamento de contratos; em 2016, os executivos da construtora admitiram pagamentos a autoridades guatemaltecas no valor de 18 milhões de dólares para obter os contratos de construção de uma rodovia orçada em US$ 300 milhões

Prédio da construtora Odebrecht, em São Paulo. 19/06/2015 REUTERS/Rodrigo Paiva
Prédio da construtora Odebrecht, em São Paulo. 19/06/2015 REUTERS/Rodrigo Paiva (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - A empreiteira brasileira Odebrecht aceitou pagar 17,9 milhões de dólares para Guatemala, um montante equivalente aos subornos recebidos pelos funcionários públicos do país para o fechamento de contratos, disse na quarta-feira o Ministério Público do país.

A Odebrecht foi acusada em vários países de pagar subornos milionários a funcionários de alto escalão, candidatos e presidentes para ser favorecida.

Em 2016, os executivos da construtora admitiram pagamentos a autoridades guatemaltecas no valor de 18 milhões de dólares para obter os contratos de construção de uma rodovia.

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Uma investigação entre os Ministérios Públicos do Brasil e da Guatemala, juntamente com a Comissão Internacional contra Impunidade na Guatemala (CICIG), entidade da Organização das Nações Unidas (ONU), revelou há três dias que o ministro de Infraestrutura, Alejandro Sinibaldi, concordou em receber 19,5 milhões de dólares para assegurar que a Odebrecht tivesse o contrato por 300 milhões de dólares.

Mas Sinibaldi, qque permaneceu como fugitivo desde meados de 2016, recebeu 17,9 milhões de dólares apenas, de acordo com a investigação.

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A filial da construtora na Guatemala também se comprometeu a desistir de qualquer pagamento pendente derivado deste contrato, disse a procuradora-geral, Thelma Aldana, em coletiva de imprensa.

O episódio de corrupção que incluiu a Guatemala também atingiu o ex-candidato presidencial, Manuel Baldizón, que foi detido em 21 de janeiro em Miami, nos Estados Unidos, e que aguarda deportação por ter cobrado 1,6 milhão de dólares do suborno pago a Sinibaldi.

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Por Sofía Menchú

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