Obama toma posse e encara desafio sobre armas
Neste domingo, presidente dos Estados Unidos fez juramento em ato fechado na Casa Branca, dando início a seu segundo mandato; líder norte-americano pretende mudar estilo nos próximos quatro anos; principal desafio é implementar medidas para o maior controle de armas de fogo; debate tomou força após o recente massacre em Connecticut, quando 20 crianças foram mortas; ontem, atos pró-armas pelo país criticaram decisões do presidente
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247 – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi empossado para seu segundo mandato neste domingo, em uma cerimônia pequena e privada no Salão Azul da Casa Branca. A posse de Obama, acompanhada por sua família, atendeu à exigência constitucional de que o juramento fosse feito no dia 20 de janeiro. Ele vai repetir o procedimento em uma cerimônia pública em frente ao Capitólio, sede do Congresso dos EUA, na capital Washington, nesta segunda-feira 21.
Nos próximos quatro anos, Obama pretende mudar seu estilo. Algumas iniciativas do presidente tomadas após sua reeleição indicaram que em seu segundo mandato, ele deve trocar o tom mais conciliador por uma postura mais dura. Um de seus maiores desafios será enfrentar o polêmico controle de armas de fogo no país, visto ainda com certa resistência por boa parte da população e dos políticos.
Na semana passada, Obama já apresentou um pacote de medidas com este objetivo. Entre elas, está um apelo ao Congresso para que proíba armas de combate, além de maior rigor na verificação de antecedentes dos compradores. Também foram apresentadas 23 ordens executivas, que não dependem de aprovação do Congresso.
Obama pede apoio ao Congresso
O presidente norte-americano reiterou neste sábado 19, em seu programa semanal de rádio, seu compromisso de fazer tudo que está a seu alcance para implementar uma série de medidas "de bom senso", que poderá reduzir a violência armada no país.
De acordo com informações do blog da Casa Branca, o governo já começou uma série de ações imediatas para reduzir a violência armada, mas precisa do apoio do Congresso para a aprovação de leis como a que impõe a verificação de antecedentes para quem tentar comprar uma arma, e outra que restaura a proibição de armas de estilo militar.
"A verdade é que, para fazer uma real e duradoura diferença, é preciso que o Congresso aja, e aja rápido", disse o presidente americano. Obama disse que, desde a tragédia em uma escola na cidade de Newtown, ele tem recebido cartas de todo o país, inclusive muitas de pessoas jovens pedindo a restrição de armas.
"A lei já exige que os vendedores de armas comprovem o passado dos clientes, mas até 40% das vendas são feitas sem essa verificação. Isso não é seguro, não é inteligente e não é justo para os compradores e vendedores de armas responsáveis. Uma esmagadora maioria dos americanos concorda que qualquer um que tente comprar uma arma deveria provar que não é um criminoso ou alguém legalmente proibido de ter uma arma. É de bom senso."
O debate tomou mais força com o massacre, em dezembro, numa escola de Connecticut, onde morreram 20 crianças e seis adultos. "Temos enfrentado demasiadas tragédias desse tipo nos últimos anos. Vamos ter que nos unir e ter ações significativas para evitar novas tragédias, apesar da política", discursou Obama na ocasião.
Após o massacre, Obama e defensores do controle de armas começaram um esforço para banir as armas de assalto. Um número de Estados adotaram uma legislação sobre as armas e Nova York, que tem as leis de controle mais restritas do país, ampliou a proibição às armas de assalto na terça-feira. Os defensores do controle de armas disseram que civis americanos não têm necessidade justificável de portar armas de assalto e que mais análises sobre o passado dos compradores ajudarão a manter as armas longes das mãos de criminosos.
Manifestações pró-armas criticam políticas de Obama
Ativistas pró-armas realizaram neste sábado manifestações em 49 Estados norte-americanos para defender o direito de portar armas de fogo que, segundo eles, está ameaçado pelas propostas do presidente Barack Obama para reduzir a violência armada. Os protestos foram organizadas por um grupo chamado Guns for America, lançado no Texas pelo piloto de aviões Eric Reed. Na tarde de sexta-feira, mais de 18 mil pessoas haviam dito na página da Guns for America no Facebook que participariam das manifestações.
Com informações da Agência Brasil e da Reuters
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