Obama sobre indulto para Snowden: 'não posso fazer isso'
Mesmo sob pressão de especialistas e aliados, Obama não deve conceder um indulto a Edward Snowden, ex-funcionário do serviço que revelou um megaesquema de espionagem contra governos e até cidadãos americanos; Obama, que deixará posto em janeiro de 2017, destacou que Snowden chamou atenção a um problema importante, mas que os métodos usados "não correspondem ao que é aceitável na comunidade de informações"
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Da agência Sputinik Brasil
Até o final do seu mandato o presidente norte-americano Barack Obama não perdoará Edward Snowden, informou o jornal The Independent.
No artigo publicado na tarde do sábado (19), o autor destaca que há grande chance de Obama deixar a decisão para o próximo presidente, Donald Trump, e o novo diretor da CIA, que já exigiu a execução de Snowden.
Mesmo assim, vários especialistas, de acordo com a edição britânica, chamaram Obama a indultar o norte-americano, que atualmente vive na Rússia, especialmente após um tribunal ter decretado que a coleta de dados sem conhecimento dos cidadãos saber sobre a vigilância é contra a Constituição dos EUA.
"Eu não posso perdoar alguém que não se apresentou a tribunal, então não é algo que eu gostasse de comentar neste momento," declarou o presidente na entrevista à revista alemã Der Spiegel publicada na sexta-feira (18).
Em resposta, a conta de Twitter do Wikileaks fez uma postagem dizendo que Obama mente quando faz declarações semelhantes.
"Quando Obama diz que não pode perdoar Snowden, ele mente e ele sabe que mente," diz a postagem.
O político, que deixará posto em janeiro de 2017, destacou que o ex-funcionário dos serviços secretos chamou atenção a um problema importante, mas que os métodos que Snowden usou "não correspondem ao que é aceitável na comunidade de informações".
Em junho de 2013, Edward Snowden encaminhou aos jornais Washington Post e The Guardian uma série de materiais confidenciais sobre os programas de vigilância na Internet dos EUA e os serviços secretos do Reino Unido. Segundo estes dados, os serviços secretos norte-americanos, além de realizar escutas de potenciais terroristas e criminosos, também espionaram os dirigentes de diversos países.
No mesmo ano, a Rússia ofereceu asilo temporário a Snowden. Em agosto de 2014, as autoridades renovaram sua permissão para ficar no país por mais três anos e concederam ao ex-agente da NSA um visto de residência que permite deslocações pelo país, viagens ao exterior e opção pela nacionalidade russa após cinco anos.
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