Obama saúda acordo nuclear "histórico" com Teerã

Os iranianos comemoraram nas ruas a obtenção de um acordo nuclear preliminar que pode tirar o país do isolamento e que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou como um "entendimento histórico" com o antigo adversário; Obama descreveu o acordo como um "entendimento histórico" com o Irã, e o comparou aos pactos de controle de armas nucleares firmados por seus antecessores com a União Soviética, que "tornaram nosso mundo mais seguro" durante a Guerra Fria; ele alertou, entretanto, que "o sucesso não está garantido"

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante discurso sobre o programa nuclear iraniano, em Washington. 03/04/2015   REUTERS/Mike Theiler
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante discurso sobre o programa nuclear iraniano, em Washington. 03/04/2015 REUTERS/Mike Theiler (Foto: Romulo Faro)


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Por Louis Charbonneau e Stephanie Nebehay

LAUSANNE, Suíça (Reuters) - Os iranianos comemoraram nas ruas a obtenção de um acordo nuclear preliminar que pode tirar o país do isolamento e que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou como um "entendimento histórico" com o antigo adversário.

Embora incerto, o acordo firmado na quinta-feira, depois de oito dias de conversas na Suíça, abre caminho para as negociações de um pacto que aplaque os temores ocidentais de que o Irã almeja construir uma bomba atômica e, em troca, leve à suspensão das sanções econômicas contra a República Islâmica.

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Obama e o presidente iraniano, Hasan Rouhani, que assumiram riscos para abrir o diálogo, terão que convencer os conservadores céticos em seus respectivos países do acerto da medida.

Com muitos detalhes ainda no ar, a França pediu cautela com o otimismo excessivo nesta sexta-feira. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que tem trânsito com a oposição republicana dos EUA, expressou revolta com o pacto, que ele disse poder levar a uma proliferação e guerra nucleares no Oriente Médio.

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"Não chegamos totalmente ao fim do caminho, o fim do caminho deve ser em junho", afirmou o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius. "Nada está assinado até tudo estar assinado, mas as coisas estão indo na direção certa", declarou à rádio francesa Europe 1.

O acordo preliminar depende da resolução da desavença de 12 anos até 30 de junho. Todas as sanções ao Irã permanecem até um acordo definitivo.

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As comemorações irromperam na capital iraniana depois que o acordo preliminar foi obtido. Vídeos e fotos publicados nas mídias sociais mostraram carros buzinando em Teerã enquanto os passageiros aplaudiam. Em um vídeo postado no Facebook, é possível ouvir um grupo de mulheres aplaudindo e exclamando "obrigada, Rouhani".

Entre as seis potências envolvidas nas tratativas – Estados Unidos, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Rússia e China – foi Paris quem adotou a postura mais rígida com Teerã. Fabius disse que a economia iraniana deve conseguir 150 bilhões de dólares com o alívio das sanções.

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Obama descreveu o acordo como um "entendimento histórico" com o Irã, e o comparou aos pactos de controle de armas nucleares firmados por seus antecessores com a União Soviética, que "tornaram nosso mundo mais seguro" durante a Guerra Fria. Ele alertou, entretanto, que "o sucesso não está garantido".

Netanyahu disse a Obama em um telefonema que "se opõe veementemente" ao acordo. Em um comunicado divulgado após a conversa, Netanyahu disse que um acordo com base no acerto anunciado em Lausanne "ameaçaria a sobrevivência de Israel".

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"Este acordo legitimaria o programa nuclear do Irã, reforçaria a economia do Irã e aumentaria a agressão e o terror do Irã em todo o Oriente Médio e além", disse. "Isso aumentaria os riscos de proliferação nuclear na região e os riscos de uma guerra terrível."

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