Obama promete apoio no Golfo em meio à ameaça iraniana

Recebendo o Conselho de Cooperação do Golfo de seis nações para uma cúpula rara em Camp David, presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu que os EUA irão considerar o uso de força militar para defendê-los e também ajudariam a lidar com as "atividades de desestabilização na região" do Irã; "Estou reafirmando nosso compromisso férreo com a segurança dos nossos parceiros do Golfo"

Presidente norte-americano, Barack Obama, fala à imprensa em Camp David, Maryland, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira. 14/05/2015 REUTERS/Kevin Lamarque
Presidente norte-americano, Barack Obama, fala à imprensa em Camp David, Maryland, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira. 14/05/2015 REUTERS/Kevin Lamarque (Foto: Roberta Namour)


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CAMP DAVID, Estados Unidos (Reuters) - O presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu nesta quinta-feira apoiar os aliados do Golfo contra qualquer "ataque externo" e tentou tranquilizá-los com o compromisso firme dos Estados Unidos com a segurança em meio à ansiedade árabe com os esforços liderados por Washington para chegar a um acordo nuclear com o Irã.

Recebendo o Conselho de Cooperação do Golfo de seis nações para uma cúpula rara em Camp David, Obama prometeu que os EUA irão considerar o uso de força militar para defendê-los e também ajudariam a lidar com as "atividades de desestabilização na região" do Irã.

"Estou reafirmando nosso compromisso férreo com a segurança dos nossos parceiros do Golfo", disse Obama em entrevista coletiva no retiro presidencial nas montanhas de Maryland, nos arredores de Washington.

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Obama não chegou a oferecer um tratado de defesa formal, o que alguns países do Golfo pretendiam, mas anunciou medidas mais modestas, inclusive para ajudá-los a integrar os sistemas de defesa contra mísseis balísticos, agilizando a venda de armas e aumentando o treinamento militar.

Os EUA e cinco outras potências mundiais têm um prazo final até 30 de junho para alcançar um acordo final com o Irã a fim de conter o programa nuclear iraniano. Obama também tentou acalmar os temores dos países do Golfo de que a suspensão de sanções internacionais contra Teerã agravaria as tensões na região e aumentaria o risco de alimentar mais conflitos sectários.

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As diferenças sobre a política dos EUA em relação a Teerã, a guerra civil da Síria e os levantes da Primavera Árabe pairaram na cúpula, marcada pela ausência da maioria dos monarcas governantes do Golfo, que enviaram autoridades de níveis inferiores.

(Por Jeff Mason e Roberta Rampton)

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