Obama ordena ataques contra Estado Islâmico na Síria

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quarta-feira à noite ter autorizado ataques aéreos dos EUA pela primeira vez em território sírio, além de ataques adicionais no Iraque, em uma ampla intensificação da operação contra o grupo militante Estado Islâmico

Presidente dos EUA, Barack Obama, durante pronunciamento para anunciar uma ação militar contra o Estado Islâmico, na Casa Branca, em Washington. 10/09/2014.  REUTERS/Saul Loeb/Pool
Presidente dos EUA, Barack Obama, durante pronunciamento para anunciar uma ação militar contra o Estado Islâmico, na Casa Branca, em Washington. 10/09/2014. REUTERS/Saul Loeb/Pool (Foto: Gisele Federicce)


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Por Steve Holland e Roberta Rampton

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quarta-feira à noite ter autorizado ataques aéreos dos EUA pela primeira vez em território sírio, além de ataques adicionais no Iraque, em uma ampla intensificação da operação contra o grupo militante Estado Islâmico.

A decisão de Obama de lançar ataques dentro da Síria, que está envolta em uma guerra civil há três anos, representa uma reviravolta para o presidente, que um ano atrás havia evitado lançar mão de ataques aéreos para punir o presidente sírio, Bashar al-Assad, por ter usado armas químicas contra sua própria população.

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Eu um esperado pronunciamento na Casa Branca, que durou 13 minutos, Obama disse que iria perseguir os militantes do Estado Islâmico "onde quer que estejam", numa ação para abalar e em última instância destruir o grupo, que assumiu o controle de largas faixas do Iraque e Síria.

"Isso significa que não vou hesitar em agir contra o EIIL (sigla usada pela Casa Branca para se referir ao EI) na Síria, assim como no Iraque. Isso é o cerne principal de minha presidência: se você ameaça os EUA, você não vai encontrar refúgio seguro", disse ele na véspera do 13º aniversário dos ataques de 11 de setembro.

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Obama pediu ao Congresso dos EUA que autorize a liberação de 500 milhões de dólares para treinar e armar rebeldes sírios "moderados". O treinamento ocorreria na Arábia Saudita.

Não é certo se o treinamento e armas norte-americanas podem vir a inverter o equilíbrio do conflito a favor dos rebeldes apoiados pelos EUA, que se encontram em grande desvantagem tanto em relação ao Estado Islâmico como a outros grupos militantes e as forças de Assad.

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Uma votação sobre as verbas oficializaria o apoio dos parlamentares à ação militar, embora altos funcionários da Casa Branca tenham ressaltado que Obama já possui a autoridade de que precisa para tomar as medidas anunciadas.

Obama planeja expandir a lista de alvos dentro do Iraque para além das várias áreas isoladas já bombardeadas. Os militares dos EUA lançaram mais de 150 ataques aéreos contra o Iraque no último mês para ajudar a conter o avanço do Estado Islâmico.

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A nova lista de alvos vai buscar castrar a "liderança, logística e capacidade operacional" do Estado Islâmico, assim como uma tentativa de "negar ao grupo abrigos seguros e recursos para planejar, preparar e executar ataques", disse a Casa Branca.

Autoridades norte-americanas alertaram que a destruição do Estado Islâmico pode demorar anos, e Obama disse aos cidadãos norte-americanos: "Vai levar tempo para erradicar um câncer como o EIIL".

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Obama vai enviar mais 475 especialistas em defesa para ajudar as forças iraquianas, aumentando para 1.600 o número de conselheiros dos EUA atuando no país do Oriente Médio. Obama, determinado a evitar a repetição da guerra no Iraque, fez questão de destacar que o país não entraria em combates terrestres.

Ao prometer que não enviaria forças de combate norte-americanas de volta à região, Obama disse arquitetar uma ampla coalizão envolvendo governos de liderança sunita na região e aliados ocidentais.

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(Reportagem adicional de Jeff Mason, Matt Spetalnick e Patricia Zengerle)

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