Obama não passa recibo e só fala de Irã e Síria
Sobre espionagem ao Brasil, México e outros países nenhuma palavra do presidente dos EUA à 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas; Barack Obama não reconheceu que recuou em suas intenções de atacar a Síria e boicotar o Irã e preferiu um tom mais otimista sobre soluções diplomáticas; falando após a presidente Dilma Rousseff, que denunciou a bisbilhotagem eletrônica americana e pediu a criação de um foro multilateral para controlar a invasão de privacidade via internet, o presidente dos EUA se fez de cego, surdo e mudo
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247 – Depois de ver e ouvir a presidente Dilma Rousseff abrir a 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas com uma dura denúncia sobre a espionagem americana sobre o Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se fez de cego, surdo e mudo à essa questão. Falando em seguida à Dilma, ele ateve-se única e exclusivamente à situação na Síria e ao programa nuclear do Irã.
Como senhor da guerra, Obama não admitiu que aceitou recuar nos planos de atacar o primeiro e liderar um boicote sobre o segundo, mas manifestou um certo otimismo em relação a soluções diplomáticas para os dois casos. "Os bloqueios podem chegar a serem muito grandes, mas eu acredito firmemente que o caminho diplomático deve ser testado", disse Obama sobre o Irã, que tem dado mostras de querer apresentar à comunidade internacional provas de que desenvolve um programa nuclear pacífico.
A respeito da Síria, o presidente americano pediu ao Conselho de Segurança uma "forte" resposta ao governo de Bashar Assad caso as armas químicas em poder do país em guerra não sejam entregues.
ESPIONAGEM - Não havia mesmo como Obama abordar o tema da espionagem, feita pelos Estados Unidos sobre cidadãos e empresas de diversos países nos últimos tempos. O governo americano alega que a prática se destina à segurança nacional contra ataques terroristas, mas a presidente Dilma apontou que empresas privadas estão por detrás do financiamento da espionagem. Diante de informações que vão sendo levadas à mídia, os Estados Unidos se viram sem argumentos para justificar, por exemplo, a invasão eletrônica sobre comunicações do estatais do Brasil e do México, como as petrolíferas Petrobras e PMEX.
O Brasil entregou à secretaria-geral da ONU uma proposta formal de criação de um organismo multilateral de fiscalização da internet, de modo a acentuar seu caráter democrático e blindar a bisbilhotice.
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