Obama mira Merkel e aconselha Europa a afrouxar austeridade

"Se há menos demanda em Paris ou Madri para nossos produtos, haverá menos negócios em Pittsburgh e Milwaukee", comparou o presidente americano, de olho nas eleições de novembro

Obama mira Merkel e aconselha Europa a afrouxar austeridade
Obama mira Merkel e aconselha Europa a afrouxar austeridade (Foto: REUTERS)


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247 – Com os dois olhos postos sobre as eleições presidenciais de 6 de novembro e as pesquisas que já o colocam em desvantagem sobre o concorrente republicano Mitt Romney, o presidente dos EUA, Barack Obama, procurou espontaneamente os jornalistas, na quinta-feira 8, na Casa Branca, para dissertar sobre a crise européia. Ele assumiu uma posição que, se confrontada com as da chanceler Angela Merkel, da Alemanha, e da presidente Dilma Rousseff, é muito mais alinhada à da líder brasileira e de oposição ao receiturário anti-crise da dirigente alemã. Obama usou os exemplos de como Itália e Espanha vem pelejando contra a crise, para fazer sua crítica indireta à posição de Merkel.

"Países como Itália e Espanha", iniciou Obama, "estão realizando reformas estruturais, do reordenamento fiscal a reformas trabalhistas, que todo mundo crê necessárias". Segundo ele, esses movimentos "necessitam um pouco de espaço e de tempo para ter êxito". Em seguida, o presidente dos EUA chegou ao ponto, digamos, desenvolvimentista de sua fala: "Porém, se estão somente cortando, cortando e cortando, o povo cada vez compra menos porque sente uma enorme pressão. Ironicamente, isso vai tornar mais difícil que as reformas cheguem a um bom resultado. Portanto, eu creio que, ao lado de medidas para lidar com a dívida e as finanças públicas, é necessário que os líderes europeus vejam como promover o crescimento e demonstrem alguma flexibilidade para que essas reformas deitem raizes".

O dardo, sem dúvida, teve como endereço certo a chanceler Merkel. Obama repetiu aos jornalistas o que havia dito, no mês passado, em Chicago. "Se há menos demanda sobre nossos produtos em Paris ou Madri, isso significa menos negócios em lugares como Pittsburgh e Milwaukee", comparou. "Se a Europa entrar em recessão, nós venderemos menos produtos e prestaremos menos serviços".

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