Obama: "lidar com crise no Iraque levará tempo"

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado (9) que os ataques aéreos de seu país destruíram armas que os militantes do Estado Islâmico poderiam ter usado contra curdos iraquianos, mas alertou não haver solução rápida para a crise que ameaça a coesão do Iraque; Obama disse que será necessário mais que bombas para restaurar a estabilidade, e criticou o governo de maioria xiita do primeiro-ministro Nuri al-Maliki por excluir os sunita; "Não acho que iremos resolver este problema em semanas", disse

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado (9) que os ataques aéreos de seu país destruíram armas que os militantes do Estado Islâmico poderiam ter usado contra curdos iraquianos, mas alertou não haver solução rápida para a crise que ameaça a coesão do Iraque; Obama disse que será necessário mais que bombas para restaurar a estabilidade, e criticou o governo de maioria xiita do primeiro-ministro Nuri al-Maliki por excluir os sunita; "Não acho que iremos resolver este problema em semanas", disse
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado (9) que os ataques aéreos de seu país destruíram armas que os militantes do Estado Islâmico poderiam ter usado contra curdos iraquianos, mas alertou não haver solução rápida para a crise que ameaça a coesão do Iraque; Obama disse que será necessário mais que bombas para restaurar a estabilidade, e criticou o governo de maioria xiita do primeiro-ministro Nuri al-Maliki por excluir os sunita; "Não acho que iremos resolver este problema em semanas", disse (Foto: Valter Lima)


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Por Michael Georgy

BAGDÁ (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado que os ataques aéreos de seu país destruíram armas que os militantes do Estado Islâmico poderiam ter usado contra curdos iraquianos, mas alertou não haver solução rápida para a crise que ameaça a coesão do Iraque.

Falando no dia em que aviões de guerra dos EUA atingiram insurgentes no Iraque, Obama disse que será necessário mais que bombas para restaurar a estabilidade, e criticou o governo de maioria xiita do primeiro-ministro Nuri al-Maliki por excluir os sunitas.

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"Não acho que iremos resolver este problema em semanas. Vai levar algum tempo", afirmou Obama em coletiva de imprensa em Washington.

Desde junho o Estado Islâmico capturou vastas áreas do norte iraquiano, executando prisioneiros muçulmanos não-sunitas, deslocando dezenas de milhares de pessoas e desencadeando os primeiros ataques aéreos do Estados Unidos na região desde que Washington retirou suas tropas em 2011.

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Depois de derrotar forças curdas esta semana, os militantes do estão a apenas 30 minutos de Arbil, a capital curda iraquiana, que até agora vinha sendo poupada do derramamento de sangue sectário que vem assolando outras partes do Iraque há uma década.

Obama disse que os EUA continuarão a fornecer assistência militar e aconselhamento a Bagdá e às forças curdas, mas ressaltou reiteradamente a importância de o Iraque formar seu próprio governo inclusivo.

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Maliki vem sendo criticado por suas políticas autoritárias e sectárias, que alienaram os sunitas e levaram alguns a apoiar a insurgência.

"Acho que isto é um chamado de despertar para que muitos iraquianos em Bagdá admitam que teremos que repensar como fazer as coisas se for para manter o país unido", afirmou Obama antes de partir para duas semanas de férias.

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Funcionários de petrolíferas estrangeiras em Arbil estão partindo. Os curdos estão comprando rifles de assalto AK-47 em mercados de armas pelo temor de um ataque iminente, embora estes não estejam sendo eficazes diante do poder de fogo superior dos combatentes do Estado Islâmico.

Em sua mais recente incursão no norte do Iraque, o Estado Islâmico tomou um quinto campo petrolífero, várias pequenas cidades e a maior represa iraquiana, fazendo com que milhares de pessoas fugissem para poupar suas vidas.

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O Estado Islâmico, formado sobretudo por árabes e combatentes estrangeiros que querem refazer o mapa do Oriente Médio, representa a maior ameaça ao Iraque desde que Saddam Hussein foi derrubado em uma invasão liderada pelos EUA em 2003.

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