Obama cobra Putin: "O que querem esconder?"

Em pronunciamento na Casa Branca, presidente dos EUA disse que os separatistas apoiados pela Rússia no leste da Ucrânia continuam a manter os investigadores afastados do local em que o avião da Malaysia Airlines caiu, às vezes disparando tiros para o alto; "O que estão tentando esconder?", questionou

Em pronunciamento na Casa Branca, presidente dos EUA disse que os separatistas apoiados pela Rússia no leste da Ucrânia continuam a manter os investigadores afastados do local em que o avião da Malaysia Airlines caiu, às vezes disparando tiros para o alto; "O que estão tentando esconder?", questionou
Em pronunciamento na Casa Branca, presidente dos EUA disse que os separatistas apoiados pela Rússia no leste da Ucrânia continuam a manter os investigadores afastados do local em que o avião da Malaysia Airlines caiu, às vezes disparando tiros para o alto; "O que estão tentando esconder?", questionou (Foto: Gisele Federicce)


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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aumentou nesta segunda-feira a pressão sobre o presidente russo, Vladimir Putin, para que force os separatistas pró-Rússia a suspender o bloqueio da investigação internacional sobre o abate de um avião de passageiros na semana passada.

Em um pronunciamento na Casa Branca, Obama disse que os separatistas apoiados pela Rússia no leste da Ucrânia continuam a manter os investigadores afastados do local em que o avião da Malaysia Airlines caiu, às vezes disparando tiros para o alto.

"O que estão tentando esconder?", questionou Obama.

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Obama disse que Putin tem responsabilidade direta em fazer os separatistas cooperarem com as investigações e que cabe agora a Moscou insistir que os separatistas parem de bloquear a investigação.

(Reportagem de Steve Holland, Jeff Mason e Roberta Rampton)

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Combates continuam na Ucrânia mesmo com chegada de investigadores

Por Anton Zverev e Peter Graff

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DONETSK Ucrânia (Reuters) - Combates irromperam nesta segunda-feira na cidade de Donetsk, leste da Ucrânia, enquanto numa região próxima investigadores começavam a inspecionar os corpos de vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines, abatido em pleno ar na semana passada.

Os combates em Donetsk serviram como lembrança dos perigos que os especialistas enfrentam ao trabalhar em uma zona de guerra. Inspetores internacional conseguiram acesso aos restos de centenas de vítimas armazenados em vagões refrigerados de trens próximos ao local da queda, mas governos expressaram preocupações sobre a falta de maior acesso à área da queda do avião, controlada por rebeldes.

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O governo ucraniano negou ter enviado o Exército regular para o centro de Donetsk, capturado por separatistas pró-Rússia em abril, mas disse que grupos "auto-organizados" pró-Ucrânia estavam combatendo rebeldes na cidade.

Quatro pessoas foram mortas em confrontos perto da estação ferroviária e próximo ao aeroporto nos arredores de Donetsk, disseram funcionários da área médica.

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Fogo de artilharia fez emergir colunas de fumaça perto da estação de trem de Donetsk, a cerca de 60 quilômetros do local da queda do avião, no que, segundo separatistas, era uma tentativa de forças do governo de entrar na cidade.

Donetsk está no centro da rebelião contra o governo central, de Kiev. O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, prometeu retomar a cidade como parte do que seu governo chama de "operação antiterrorismo" contra os separatistas.

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Com o pano de fundo da perplexidade internacional sobre o destino dos restos mortais das 298 vítimas do desastre, os primeiros investigadores internacionais chegaram ao leste da Ucrânia nesta segunda-feira.

Três membros de uma equipe holandesa de identificação de vítimas de desastres chegaram à estação de trem próxima ao local da queda, onde rebeldes disseram ter armazenado 247 corpos em vagões refrigerados. Cerca de dois terços das vítimas da tragédia eram holandeses.

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Autoridades ucranianas disseram nesta segunda-feira que 272 corpos e 66 fragmentos de corpos haviam sido encontrados.

"O armazenamento dos corpos foi feito em boas condições", disse Peter van Vliet, cuja equipe entrou nos vagões com máscaras cirúrgicas e luvas de borracha.

O vice-primeiro-ministro ucraniano Volodymyr Groysman disse nesta segunda-feira que todos os corpos seriam levados em um trem refrigerado para a cidade de Kharkiv, no leste do país, e a previsão era que partisse depois das 19 horas (14 horas em Brasília). Depois, todos os corpos seriam levados para a Holanda, segundo Groysman.

De acordo com as autoridades ucranianas, 272 corpos e 66 fragmentos de corpos tinham sido encontrados.

(Reportagem adicional de Pavel Polityuk)

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