Obama alega distorção da imprensa em espionagem

Representado pela conselheira de Segurança Nacional, Susan Rice, presidente norte-americano diz ao ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, que reconhece como "legítimas as questões" abordadas pelo Brasil em relação às denúncias de espionagem envolvendo autoridades e, mais recentemente, a Petrobras. No entanto, critica tratamento da mídia às atividades exercidas pelas agências norte-americanas

Representado pela conselheira de Segurança Nacional, Susan Rice, presidente norte-americano diz ao ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, que reconhece como "legítimas as questões" abordadas pelo Brasil em relação às denúncias de espionagem envolvendo autoridades e, mais recentemente, a Petrobras. No entanto, critica tratamento da mídia às atividades exercidas pelas agências norte-americanas
Representado pela conselheira de Segurança Nacional, Susan Rice, presidente norte-americano diz ao ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, que reconhece como "legítimas as questões" abordadas pelo Brasil em relação às denúncias de espionagem envolvendo autoridades e, mais recentemente, a Petrobras. No entanto, critica tratamento da mídia às atividades exercidas pelas agências norte-americanas (Foto: Roberta Namour)


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Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, disse ao ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, que o governo norte-americano reconhece como "legítimas as questões" abordadas pelo Brasil em relação às denúncias de espionagem envolvendo autoridades e, mais recentemente, a Petrobras. Ela reclamou, porém, que há uma “distorção” da imprensa ao relatar as atividades exercidas pelas agências norte-americanas.

Rice e Figueiredo Machado se reuniram ontem (11) em Washington, a capital norte-americana. Em nota, a porta-voz da conselheira, Caitlin Hayden, disse que Rice se comprometeu a buscar uma solução para encerrar o impasse entre os dois países.

"A conselheira de Segurança Nacional transmitiu ao ministro Figueiredo que os Estados Unidos compreendem que as recentes revelações à imprensa, das quais algumas têm distorcido as nossas atividades e outras têm gerado questões legítimas pelos nossos amigos e aliados, criam tensões na muito estreita relação bilateral com o Brasil", disse Caitlin Hayden.

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Segundo a porta-voz, o objetivo dos Estados Unidos é manter a relação bilateral positiva. “Os Estados Unidos comprometem-se a trabalhar com o Brasil para resolver essas preocupações, enquanto continuam a trabalhar de forma conjunta em uma agenda partilhada de iniciativas bilaterais, regionais e globais", acrescentou.

O texto ressalta também as relações entre os dois países. "Os Estados Unidos e o Brasil desfrutam de forte e estratégica aliança baseadas nos nossos interesses comuns como democracias multiculturais e grandes economias".

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A reunião ontem, em Washington, ocorreu após conversa entre os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama, na semana passada, em São Petersburgo, na Rússia, onde ocorreu a cúpula do G20. Na ocasião, Obama promteu a Dilma que transmitiria as informações solicitadas pelo governo brasileiro sobre as denúncias de monitoramento de dados da própria presidenta, de autoridades, de cidadãos e da Petrobras.

Na nota divulgada, a porta-voz de Rice disse que a reunião de ontem é "parte desse diálogo" e do compromisso manifestado pelo presidente Obama de trabalhar dentro dos canais diplomáticos para resolver essas preocupações. “Os Estados Unidos fazem uma ampla revisão das suas atividades de inteligência para garantir que são adequadamente projetadas", destacou.

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*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa
Edição: Graça Adjuto

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