O mega caso de extorsão que deixa em evidência a perseguição judicial contra Cristina Kirchner

"Atualmente, Cristina Kirchner responde a sete causas na Justiça Argentina", lembra Victor Farinelli; "Se especula que ao menos duas delas poderiam ter uma sentença definitiva antes do mês de julho, quando acontecem as primárias presidenciais que definirão os candidatos que concorrerão no primeiro turno contra um Mauricio Macri"

O mega caso de extorsão que deixa em evidência a perseguição judicial contra Cristina Kirchner
O mega caso de extorsão que deixa em evidência a perseguição judicial contra Cristina Kirchner (Foto: José Cruz/Agência Brasil)


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Por Victor Farinelli, na Carta Maior - O caso apresenta tantas anedotas que se assemelha a uma comédia italiana, o que não diminui a gravidade do episódio e a desfaçatez dos protagonistas, que atuaram de acordo aos principais interesses políticos do macrismo.

Tudo começou com uma denúncia realizada pelo empresário rural Pedro Etchebest envolvendo o procurador Carlos Stornelli e um de seus colaboradores, chamado Marcelo D´Alessio.

Etchebest acusou os dois de exigir um pagamento em dinheiro para que ele fosse inocentado na investigação do chamado Caso dos Cadernos, onde a ex-presidenta Cristina Kirchner está envolvida com base a meras fotocópias das páginas de cadernos (nunca foram encontrados os cadernos originais) onde Óscar Centeno, um ex-militar e ex-motorista de Néstor Kirchner, anotava os valores de supostas propinas que a família presidencial cobrava dos empresários de diferentes ramos, mas sobretudo da construção civil.

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Desde que se iniciou o processo não faltam as declarações, sobretudo de advogados das testemunhas, afirmando que os promotores pressionam os empresários para que envolvam os Kirchner em suas declarações, ou serão castigados em suas sentenças – situação que se assemelha muito a uma das acusações que se faz a respeito da Operação Lava-Jato no Brasil, onde não poucos advogados afirmam que seus clientes foram forçados a envolver Lula da Silva ou Dilma Rousseff em seus testemunhos para que a delação premiada seja considerada válida.

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Atualmente, Cristina Kirchner responde a sete causas na Justiça Argentina, das quais cinco estão nas mãos do juiz Claudio Bonadio, e cujas investigações são lideradas pelo próprio magistrado e pelo procurador Carlos Stornelli. Se especula que ao menos duas delas poderiam ter uma sentença definitiva antes do mês de julho, quando acontecem as primárias presidenciais que definirão os candidatos que concorrerão no primeiro turno contra um Mauricio Macri que deve tentar sua reeleição – embora essa possibilidade ainda não está confirmada, devido à forte queda na popularidade do mandatário.

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