‘O democrata Macri anula lei por decreto. A mídia é dona dos governos’

"Alguém aí lembra daquela história de que decisão judicial a gente não discute, cumpre? O fato é que muita gente havia se esquecido de como a direita é bruta, autoritária e usa a força, legal ou ilegal, para se impor", comenta o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, sobre a decisão do presidente argentino, Mauricio Macri, de recorrer da decisão da Justiça que anulou intervenção de Macri na Lei de Meios

Presidente eleito da Argentina Mauricio Macri dá entrevista coletiva em Buenos Aires. 23/11/2015 REUTERS/Enrique Marcarian
Presidente eleito da Argentina Mauricio Macri dá entrevista coletiva em Buenos Aires. 23/11/2015 REUTERS/Enrique Marcarian (Foto: Gisele Federicce)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço

Do diário argentino Pagina 12:

O  presidente (argentino, Maurício Macri)  decidiu por um “Decreto Nacional de Urgência” que a partir de ontem, “a guerra do Estado contra o jornalismo” foi concluída. A medida, a ser publicada segunda-feira no Diário Oficial, cria a Agência Nacional de Comunicações (ENACOM) e elimina a AFSCA e Aftic, autoridades na implementação da Lei de Ato de Serviços de Comunicação Audiovisual e a Argentina Digital (Nota do Tijolaço: conhecida como “Ley de Medios”).

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Além disso, modificações foram feitas em vários artigos da lei para beneficiar o setor privado. Ambas as agências tinham sofrido intervenção por decreto na semana passada e foram nomeados Agustin Garzón e Mario Frigerio, no lugar de Martin Sabbatella e Norberto Berner (NT: com mandato).

No entanto, ontem o juiz de La Plata Luis Arias emitiu uma medida cautelar em que anulou a intervenção do Executivo e ordenou-lhe que se abstenha de fazer quaisquer alterações “nos poderes e na existência da AFSCA”. Arias advertiu que a prevalecer o Decreto, a atitude de Macri “seria uma violação da constituição e passaria diretamente a ser cometido um crime.” No entanto, fontes do partido governista garantir que Macri  vai recorrer da sentença e confirmaram que na segunda-feira publicará o decreto.”

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Alguém aí lembra como era aquela história de que o “bolivaniarismo” dos Kirchner era uma espécie de ditadura, onde as garantias da lei e do Judiciário não eram respeitadas?

Na Venezuela, a Corte Suprema suspendeu a diplomação  de quatro deputados – três da oposição e um do chavismo – por supostas fraudes nas eleições. A oposição venezuelana, entretanto, diz que os deputados impugnados vão tomar posse, até na marra.

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Alguém aí lembra daquela história de que decisão judicial a gente não discute, cumpre?

O fato é que muita gente havia se esquecido de como a direita é bruta, autoritária e usa a força, legal ou ilegal, para se impor.

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