Número de mortes em Nairóbi sobe para 59

Além do atentado, militantes islâmicos se esconderam com reféns no domingo em um shopping center de Nairóbi, onde ao menos 59 pessoas foram mortas em um ataque pelo grupo al Shabaab, que é contra a participação do Quênia em uma missão de paz na vizinha Somália; o presidente Uhuru Kenyatta, enfrentando seu maior desafio de segurança desde a eleição em março, afirmou que alguns membros próximos de sua família estão entre os mortos, e prometeu derrotar os militantes

Armed police guide a woman carrying a child to safety as they hunt gunmen who went on a shooting spree at Westgate shopping centre in Nairobi, September 21, 2013. The gunmen stormed the shopping mall in Nairobi on Saturday killing at least 20 people in wh
Armed police guide a woman carrying a child to safety as they hunt gunmen who went on a shooting spree at Westgate shopping centre in Nairobi, September 21, 2013. The gunmen stormed the shopping mall in Nairobi on Saturday killing at least 20 people in wh (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Richard Lough e Edmund Blair

NAIRÓBI, 22 Set (Reuters) - Militantes islâmicos se esconderam com reféns no domingo em um shopping center de Nairóbi, onde ao menos 59 pessoas foram mortas em um ataque pelo grupo al Shabaab, que é contra a participação do Quênia em uma missão de paz na vizinha Somália.

Um série de tiros que durou cerca de 30 segundos interrompeu uma calma de várias horas, disse uma testemunha da Reuters, falando de perto do shopping center que tem várias lojas de proprietários israelenses e frequentado por expatriados e quenianos.

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Estrangeiros, incluindo dois diplomatas --um do Canadá e outro de Gana-- foram mortos no ataque de sábado no shopping Westgate, reivindicado pelo grupo islâmico somali al Shabaab.

Pouco depois dos tiros, soldados camuflados rastejaram sob o terraço de um restaurante na frente do prédio que estava cheio de clientes quando o ataque começou.

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Por horas após o ataque, os mortos ficaram pelas mesas ainda com refeições sobre elas. Em uma lanchonete, um homem e uma mulher ficaram abraçados depois de terem sido mortos, antes de seus corpos serem removidos. A música ainda estava tocando.

Vários quenianos se reuniram no local, aguardando o que esperam ser um final violento. "Eles entraram com sangue, é assim que vão sair", disse Jonathan Maungo, um segurança particular.

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O presidente Uhuru Kenyatta, enfrentando seu maior desafio de segurança desde a eleição em março, afirmou que alguns membros próximos de sua família estão entre os mortos, e prometeu derrotar os militantes.

"Superamos ataques terroristas antes", disse ele.

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O ataque é o maior no Quênia desde que uma célula da al Qaeda no leste da África bombardeou a embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi em 1998, matando mais de 200 pessoas. Em 2002, a mesma célula militante atacou um hotel israelense e tentou derrubar jatos israelenses em um ataque coordenado.

O ministro do Interior, Joseph Ole Lenku, disse a repórteres que o número de mortos subiu para 59, e que as forças de segurança estão fazendo tudo que podem para resgatar os reféns que ainda estão dentro do shopping center.

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(Reportagem adicional de James Macharia, Kevin Mwanza, Drazen Jorgic e Duncan Miriri)

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