Nova primeira-ministra do Reino Unido, Truss quer desafiar "ortodoxia" para agir rápido contra crise econômica

Truss disse que desafiará o convencional reduzindo impostos e descartando alguns aumentos planejados

Liz Truss
Liz Truss (Foto: Reuters/Hannah McKay)


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Por Elizabeth Piper e Andrew MacAskill (Reuters) - Liz Truss, que assumirá na terça-feira o cargo de primeira-ministra do Reino Unido, chega ao poder com a promessa de desafiar a chamada "ortodoxia", exigindo ações mais rápidas e radicais para enfrentar a crise do custo de vida e tirar o país do que ela diz serem anos de crescimento lento.

O Reino Unido enfrenta uma inflação crescente, uma longa recessão, o maior impacto nos padrões de vida em décadas e a ameaça de greves de milhões de trabalhadores, enquanto seu próprio Partido Conservador mostra que está preparado para derrubar qualquer líder que não resolva os problemas.

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Até agora, Truss disse que desafiará o convencional reduzindo impostos e descartando alguns aumentos planejados, apesar das advertências de que isso aumentará a inflação, ao mesmo tempo em que sugere que também oferecerá ajuda imediata àqueles que lutam para pagar contas de energia.

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"Não sou alguém que aceita um não como resposta. Continuo pressionando e continuo pressionando até que as coisas sejam feitas", disse Truss a membros do Partido Conservador durante a campanha, referindo-se ao seu papel na elaboração de um projeto de lei que altera unilateralmente as regras comerciais acordadas como parte da saída do Reino Unido da União Europeia.

Truss não será o primeiro líder a tentar enfrentar o que os legisladores conservadores chamam de ortodoxia, ou establishment, ou, mais depreciativamente, a "bolha": funcionários públicos ou conselheiros acusados de um "pensamento de grupo obsoleto".

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De muitas maneiras, Truss é uma continuação de Johnson, a quem ela serviu como ministra das Relações Exteriores e que também buscou revolucionar a chamada máquina do governo durante seus três anos turbulentos no poder.

A lista de afazeres da Truss será cara, e vários economistas disseram que não pode ser implementada sem que grandes cortes sejam feitos em outros lugares. Fontes próximas a ela disseram que alguns deles podem chegar ao serviço público, a serem analisados caso a caso.

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