Nova onda de violência em prisão no Equador deixa 58 detento mortos, diz governo

O governo culpou disputas entre gangues de traficantes por liderança e controle de território pela violência nas prisões

(Foto: REUTERS/Vicente Gaibor del Pino)


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(Reuters) - Pelo menos 58 detentos morreram e 12 ficaram feridos em um novo conflito na mesma prisão no Equador onde aconteceu um violento motim em setembro, afirmou o governo neste sábado, em meio ao que foi caracterizado como uma disputa entre gangues.

A Penitenciária do Litoral, em Guayaquil, transformou-se na prisão mais violenta depois que 119 detentos foram assassinados no fim de setembro, o pior incidente de violência carcerária na história do país.

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O governo culpou disputas entre gangues de traficantes por liderança e controle de território pela violência nas prisões.

O distúrbio na noite de sexta-feira foi provocado por um vácuo de poder após a liberação de um líder de uma das gangues, disse o governador da província de Guayas, Pablo Arosemena, em uma entrevista coletiva.

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“O contexto dessa situação é que não havia um líder da gangue que tem presença naquele pavilhão porque dias atrás esse PPL (pessoa privada em liberdade) havia sido colocado em liberdade porque, de acordo com um juiz, ele foi solto ao cumprir 60% da sua sentença”, explicou.

“Outros pavilhões com gangues tentaram subjugá-los, entrar, fazer um massacre total”, acrescentou Arosemena.

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A violência marcou a mais recente onda de distúrbios em prisões no país sul-americano, que abrigam cerca de 39.000 detentos. Os incidentes de fevereiro e julho deste ano em várias prisões causaram a morte de 79 e 22 pessoas, respectivamente.

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