Nova estratégia de defesa espacial dos EUA é resposta à 'ameaça substancial' da Rússia e da China
Os Estados Unidos lançaram um documento apresentando sua nova estratégia de defesa espacial alegando que Pequim e Moscou "apresentam a maior ameaça estratégica devido ao desenvolvimento, teste e implantação de recursos no espaço sideral"
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247 - O Departamento de Defesa dos EUA publicou sua nova Estratégia de Defesa Espacial na quarta-feira (17), que foi preparada em resposta à "ameaça substancial" que, na opinião de Washington, Rússia e China representam, de acordo com o Secretário Assistente de Defesa para Política Espacial, Stephen Kitay.
"Eu diria que ainda estamos à frente de [Rússia e China], mas certamente estamos em risco por causa do ritmo com o qual eles estão desenvolvendo essas capacidades [militares] e essas são ameaças muito sérias", disse Kitay durante uma entrevista coletiva na quarta-feira (17), segundo a agência Russia Today.
De acordo com a nova Estratégia de Defesa Espacial, que substitui o texto de 2011, preparado pelo governo Obama, "China e Rússia representam a maior ameaça estratégica devido ao seu desenvolvimento, teste e implantação de recursos no espaço sideral".
"China e Rússia têm o espaço armado como um meio de reduzir a eficácia militar dos Estados Unidos e [nossos] aliados e desafiar nossa liberdade de operação no espaço", acrescentou.
A estratégia também enfatiza que os EUA se esforçarão para manter sua superioridade no espaço, em particular protegendo os satélites GPS dos quais dependem os serviços militar, de emergência, transporte e até financeiro.
Em 22 de maio, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Riabkov, declarou que os EUA estão se preparando "sistematicamente" para expandir o uso do espaço para operações militares. "Washington se opõe à idéia de desenvolver o tratado, promovido pela Rússia e pela China, para impedir a instalação de armas no espaço", disse Riabkov.
Moscou afirmou repetidamente que se opõe à militarização do ambiente espacial, afirmando que se Washington levar suas armas ao espaço, o mundo poderá "esquecer a segurança e estabilidade estratégicas", disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergey Lavrov em novembro passado.
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