Nova Constituição do Chile terá participação garantida para indígenas

Enquanto se prepara para elaboração de uma nova Constituição, o Chile aprovou um projeto de lei que reserva 17 dos 155 assentos de sua convenção constitucional para representantes de comunidades indígenas

Índios mapuche protestam contra governo chileno em Santiago
Índios mapuche protestam contra governo chileno em Santiago (Foto: Edgard Garrido - Reuters)


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Agência Sputnik - Enquanto se prepara para elaboração de uma nova Constituição, o Chile aprovou na noite de terça-feira (15) um projeto de lei que reserva 17 dos 155 assentos de sua convenção constitucional para representantes de comunidades indígenas.

A medida foi enaltecida pelo governo do presidente Sebastián Piñera, que falou em um "marco histórico", escreve a Reuters. Para ministra de Desenvolvimento Social, Karla Rubilar, esta será a "Carta com que todos sonhamos".

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Hoje é um dia histórico! Com a aprovação dos assentos reservados no Congresso, a Nova Constituição do Chile com que todos sonhamos será escrita ao lado de indígenas. Obrigado aos deputados e senadores que estiveram à altura de dar esse passo e dar representação aos Povos Indígenas!

Em outubro, após um plebiscito, a maioria dos chilenos votaram a favor da criação de uma nova Constituição, o que dá fim à Carta dos tempos da ditadura. 

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Os chilenos desejam garantir mais igualdade no sistema de saúde, nas pensões e na educação. O plebiscito foi uma exigência dos protestos em massa contra a desigualdade que aconteceram em 2019 e 2020.

A maior parte dos eleitores disse querer que a nova Carta seja redigida por um organismo de cidadãos eleito especialmente, e dividido igualmente entre homens e mulheres.

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A legislação aprovada ontem (15) estabelece um número fixo de assentos para cada uma das principais comunidades indígenas da nação sul-americana. Os Mapuche, o maior e mais conhecido destes grupos indígenas, devem receber sete das 17 cadeiras.

A convenção que vai redigir a nova Constituição será eleita em abril, e tem até um ano para acertar um esboço de texto. As propostas precisam ser aprovadas por uma maioria de dois terços dos deputados, e depois os chilenos votarão novamente para decidir se aceitam o texto ou se querem manter a Constituição anterior.

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