No Reino Unido, 90% das internações em UTI de Covid são de pessoas sem dose de reforço

Em 22 de dezembro, 8.240 pessoas com Covid foram hospitalizadas no país, incluindo 842 em serviços de reanimação

(Foto: © Marcello Casal jr/Agência Brasil)


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Da RFI - Cerca de 90% dos pacientes com Covid-19 internados em UTIs no Reino Unido não receberam a dose de reforço da vacina, disse o primeiro-ministro britânico Boris Johnson nesta quarta-feira (29), mais uma vez descartando qualquer endurecimento das restrições anticovid antes do Ano Novo. Do outro lado do Canal da Mancha, a França bateu um triste recorde: mais de 200.000 contaminações em 24h, segundo informações do governo francês.

A França estabeleceu um novo recorde de contaminação por Covid-19 nesta quarta-feira (29), cruzando o limite de 200.000 casos em 24 horas pela primeira vez, de acordo com dados divulgados pelo Ministro da Saúde.

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Foram registrados 208 mil casos nas últimas 24 horas em território francês, “números que nos deixam muito preocupados”, anunciou o ministro Olivier Véran à Assembleia Nacional, o Parlamento francês. Na noite de terça-feira, o órgão de Saúde Pública da França anunciou quase 180.000 casos em 24 horas, o que já era um recorde.

“Lutamos contra dois inimigos”, frisou o ministro. "A variante delta, que ainda não terminou de contaminar a população, assim como a variante ômicron, que é o X da questão”, afirmou.

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Diante do surto de contaminações, “10% da população francesa é considerada caso de contato” e os não vacinados têm “pouca chance de não se contaminar, o vírus circula demais”, estimou Véran. Na segunda-feira à noite, ele disse que a França poderia "atingir mais de 250.000 casos de Covid por dia no início de janeiro".

Um projeto de lei que prevê a transformação do passe de saúde em passe de vacinação deve ser examinado pelos parlamentares franceses, com entrada em vigor prevista para 15 de janeiro.

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Pacientes sem dose de reforço nas UTIs do Reino Unido

"Lamento dizer isso, mas a grande maioria das pessoas admitidas na terapia intensiva em nossos hospitais são aquelas que não receberam uma dose de reforço", disse o premiê conservador Boris Johnson durante uma visita a um hospital no Reino Unido.

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“Falei com médicos que dizem que até 90% das pessoas em terapia intensiva não receberam a dose de reforço”, acrescentou o chefe do governo britânico, renovando seu apelo para que a população receba a dose adicional do imunizante.

"Se você não for vacinado, terá em média oito vezes mais probabilidade de acabar no hospital", disse Johnson. Diante de uma rápida disseminação da variante ômicron, com um registro de quase 130.000 casos registrados na terça-feira na Inglaterra e no País de Gales, o Reino Unido lançou uma campanha massiva de reforço da vacina, que já possibilitou a administração de uma dose adicional para quase 57% de a população com mais de 12 anos. A meta é oferecer a imunização completa a toda a população adulta até o final do ano.

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Com base no progresso da vacinação no Reino Unido, e apesar do aumento das hospitalizações, Boris Johnson descartou nesta quarta-feira as restrições mais rígidas em vigor na Inglaterra para conter a propagação do vírus, ao contrário da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, que fecharam casas noturnas.

“A variante ômicron continua a representar problemas reais, vemos os casos aumentando nos hospitais, mas é claramente menos virulenta que a variante delta e podemos continuar como estamos fazendo”, justificou o dirigente. No entanto, ele fez um apelo à população para que festeje o Ano Novo "com cautela".

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Em 22 de dezembro, 8.240 pessoas com Covid foram hospitalizadas no país, incluindo 842 em serviços de reanimação.

No entanto, as autoridades de saúde britânicas temem que, apesar de um risco menor, o número de casos seja tão alto que coloque uma pressão insuportável no sistema hospitalar, especialmente porque um número crescente de médicos infectados estão sendo forçados ao isolamento.

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