No Egito, eleição para presidente corre sob tensão de golpe contra muçulmanos
Votação se dá em clima de tranquilidade, mas resultado de disputa entre islamita e general pode alterar quadro democrático
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247 - Os egípcios compareceram aos colégios eleitorais neste domingo, segundo e último dia das eleições, para escolher pela primeira vez um presidente para o país. Concorrem o islamita Mohammed Mursi e o general reformado Ahmed Shafiq, que foi premiê do regime de Hosni Mubarak.
Os mais de 13 mil colégios começaram a funcionar às 8h (3h no horário de Brasília) e teve a convocação de 51 milhões de eleitores neste segundo turno, que dá continuidade ao primeiro, ocorrido em maio.
As votações do sábado teve participação pouco maior do que a deste domingo, segundo notícias dos canais de televisão do país. Imagens registravam filas pequenas.
As eleições transcorrem num momento de incerteza política após a Junta Militar ter decidido dissolver o Parlamento que comandava o país e devolver o poder aos militares, às vésperas das votações.
A decisão foi formalizada pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, enquanto o partido de oposição, da Irmandade Muçulmana, com maioria no Parlamento, se revoltou e pediu um plebiscito sobre a decisão dos governantes militares. Eles acusaram a Junta Militar de cometer um "golpe de Estado" com o feito.
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