No Dia das Mães, violência persiste na Nicarágua

A violência persiste na Nicarágua, apesar do chamado à paz e da disposição do governo para manter um diálogo nacional que devolva a estabilidade ao país, golpeado por grupos de vândalos da direita que pretendem semear o terror.

Nicaragua's President Daniel Ortega addresses the audience in Managua October 6, 2011. REUTERS/Jorge Cabrera (NICARAGUA - Tags: POLITICS)
Nicaragua's President Daniel Ortega addresses the audience in Managua October 6, 2011. REUTERS/Jorge Cabrera (NICARAGUA - Tags: POLITICS) (Foto: Reinaldo)


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247, com Prensa latina - Ao menos cinco mortos, cerca de trinta feridos, e instituições públicas e uma emissora de rádio atacadas e incendiadas. Este foi o saldo de uma jornada sangrenta na quarta-feira (30), que se estendeu até a madrugada desta quinta-feira (31), no horário local.

Assim, o Dia das Mães, que nessa nação centroamericana é comemorado no dia 30 de maio, foi um dia sangrento. Já são mais de 40 dias de violência e ódio promovidos pela extrema direita.

A Nicarágua pertence a todos nós, disse o presidente da República, Daniel Ortega, durante um ato político de massas que contou com a presença de milhares de cidadãos para apoiar seu governo e a revolução sandinista. O ato teve lugar na avenida que leva os nomes de Bolívar a Chávez. Ortega assegurou aos presentes que a Nicarágua não é propriedade privada de ninguém.

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O mandatário sublinhou também que as veias de seu país são todos os nicaraguenses, independentemente do pensamento político, religioso e ideológico que professem.

O chefe de Estado lamentou a dor que a nação está sofrendo, devido à onda de violência desencadeada em 18 de abril último, quando protestos contra uma reforma da previdência proposta pelo governo e já revogada se transformaram em enfrentamentos e atos de vandalismo, com um saldo de mais de 80 mortos.

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'Nosso maior compromisso, nossa obrigação é lutar e defender a paz que temos que recuperar. O desafio é permitir que caminhemos para a paz', enfatizou Ortega durante o ato, no qual se fez uma homenagem às mães.

Queremos uma paz com justiça, saúde, educação para os pobres, os povos, com direito ao trabalho, segurança para as famílias, disse.

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De acordo com Ortega, a luta que hoje fazem o governo e o povo nicaraguense pela tranquilidade é um compromisso com as mães dos jovens mortos em conflitos armados anteriores, e com as que perderam seus filhos nos recentes atos de violência.

Simultaneamente, em outro ponto da cidade se realizava uma marcha, também numerosa, daqueles que se autodenominam 'autoconvocados' e o chamado movimento Mães de Abril, ambos contrários ao governo.

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O principal objetivo desses grupos é provocar a derrubada do governo de reconciliação e unidade nacional, com o apoio de uma intensa campanha midiática voltada para deslegitimar o governo mediante a manipulação e a mentira.

Mais uma vez, a marcha desses grupos trerminou com atos violentos e sangrentos, que se estenderam a outras cidades do país.

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