Netanyahu ameaça declarar guerra ao Irã

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta quarta-feira que um "mau acordo" entre as potências mundiais e o Irã sobre o programa nuclear iraniano, defendido pelo líder Hasan Rouhani, poderia levar à guerra

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta quarta-feira que um "mau acordo" entre as potências mundiais e o Irã sobre o programa nuclear iraniano, defendido pelo líder Hasan Rouhani, poderia levar à guerra
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta quarta-feira que um "mau acordo" entre as potências mundiais e o Irã sobre o programa nuclear iraniano, defendido pelo líder Hasan Rouhani, poderia levar à guerra (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Maayan Lubell e Jeffrey Heller

JERUSALÉM, 13 Nov (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu nesta quarta-feira que um "mau acordo" entre as potências mundiais e o Irã sobre o programa nuclear iraniano poderia levar à guerra.

O governo israelense afirmou que a oferta sobre a mesa, para o que Washington chama de uma "modesta" amenização das sanções, iria, na verdade, neutralizar até 40 por cento do impacto das sanções, reduzindo a pressão sobre Teerã para abandonar um programa nuclear que o Ocidente e Israel acreditam ser para a construção de uma bomba atômica.

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Israel vem fazendo um lobby duro contra o acordo proposto que iria inicialmente oferecer alívio parcial das sanções em troca de algumas medidas do Irã para restringir suas atividades nucleares.

As negociações entre o Irã e as seis potências mundiais --Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China-- não chegaram a um acordo em Genebra no sábado, mas devem ser retomadas em 20 de novembro, com ambos os lados dizendo que estão otimistas.

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Diplomatas envolvidos no processo não quiseram comentar a avaliação israelense de como um acordo poderia afetar as sanções, dizendo que os termos de qualquer acordo eram incertos e ainda secretos.

O Irã diz que seu programa nuclear é pacífico. Os Estados Unidos e a União Europeia acreditam que o país queira desenvolver uma bomba nuclear e impuseram duras sanções contra os setores financeiro e de petróleo no ano passado que causaram graves danos econômicos.

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Dirigindo-se ao Parlamento israelense em Jerusalém, Netanyahu disse que a continuada pressão econômica sobre o Irã era a melhor alternativa a duas outras opções, que ele descreveu como um mau acordo e a guerra.

"Eu chegaria a dizer que um mau acordo pode levar à segunda e não desejada opção", ele disse, querendo dizer a guerra.

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Israel, apontado como a única potência nuclear no Oriente Médio, há tempos diz que se reserva o direito de usar a força para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear.

Entretanto, muitos especialistas militares duvidam que Israel tenha a capacidade de destruir as instalações nucleares do Irã sem a ajuda norte-americana.

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Washington diz que é importante buscar uma solução negociada, principalmente já que o Irã elegeu neste ano um presidente relativamente moderado, Hassan Rouhani.

Os Estados Unidos mantêm que qualquer mudança inicial nas sanções seria modesta e reversível, mas Israel diz que os benefícios ao Irã seriam maiores e que as medidas que Teerã tomaria pouco fariam para conter suas ambições.

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O principal encarregado por Netanyahu para questões iranianas, o ministro das Questões Estratégicas, Yuval Steinitz, disse que o pacote de alívio oferecido ao Irã como parte das negociações poderia valer até 40 bilhões de dólares.

NEGOCIAÇÕES SECRETAS

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Ele afirmou que Israel acreditava que as sanções colocadas em vigor pelos EUA e pela União Europeia no ano passado custaram à economia do Irã cerca de 100 bilhões de dólares por ano, ou quase um quarto de sua produção.

"O alívio das sanções vai reduzir diretamente entre 15 e 20 bilhões de dólares dessa quantia", disse Steinitz nesta quarta-feira em um evento organizado pelo Jerusalem Press Club.

Ele acrescentou que as alterações propostas também tornariam mais difíceis aplicar sanções de modo geral, proporcionando um benefício total a Teerã de até 40 bilhões de dólares.

"O dano às sanções gerais, acreditamos, será algo entre 20 bilhões de dólares e talvez até 40 bilhões de dólares", disse. "Isso é muito significativo. Não são todas as sanções. Não são as sanções principais sobre exportações de petróleo e sistema bancário, mas é um alívio muito significativo para os iranianos".

(Reportagem adicional de John Irish e Richard Mably)

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