Negar vistos a cidadãos russos 'não é boa ideia', diz secretário-geral da ONU sobre decisão da UE
O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamenta que "as relações entre a União Europeia e a Rússia tenham piorado em muitos aspectos" devido ao conflito na Ucrânia
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Sputnik - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, lamenta que "as relações entre a União Europeia [UE] e a Rússia tenham piorado em muitos aspectos" devido ao conflito na Ucrânia. Ele ponderou que as restrições de visto contra cidadãos russos impostas pela União Europeia "não são uma boa ideia".
As declarações de Guterres foram dadas em entrevista à RIA Novosti, veiculada nesta segunda-feira (19).
Questionado se considera as restrições de visto como uma violação dos direitos humanos, ele respondeu que "as relações entre a UE e a Rússia pioraram de várias maneiras" devido ao conflito na Ucrânia. Ele espera que "quando a guerra acabar, todas essas situações desapareçam".
Ele acrescentou que alguns cidadãos da Rússia expressaram seu desejo de deixar o país diante da operação militar na Ucrânia.
"Então provavelmente não é uma boa ideia mantê-los fora [do trânsito entre países]", disse Guterres.
Em 9 de setembro, o Conselho da União Europeia aprovou a suspensão de vistos de fácil processamento para cidadãos russos.
A medida entrou em vigor em 12 de setembro.
Ele também levantou a questão dos vistos com os delegados russos na ONU em decorrência da Assembleia Geral.
"Afirmamos claramente que os vistos devem ser concedidos às delegações de todos os países", disse.
Além disso, comentou sobre a arbitragem contra os EUA por criarem problemas de visto para diplomatas russos, que foi exigida pelo primeiro vice-representante permanente russo na ONU, Dmitry Polyanskiy.
Guterres opinou que a arbitragem "não mudará nada e provavelmente piorará a relação do país anfitrião [com a Rússia]". Ele insistiu que "é obrigação do país anfitrião conceder acesso às delegações de todos os Estados para poder ir à sede da ONU e realizar seu trabalho no âmbito da ONU".
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