Naufrágio mata mais de 200 pessoas do Sudão do Sul

Civis morreram nesta terça-feira 14 em um acidente de ferry (balsa), no estado do Alto Nilo, quando fugiam de combates na cidade de Malakal; "O barco estava superlotado. Todos se afogaram", anunciou o porta-voz do Exército, Philip Aguer

Civis morreram nesta terça-feira 14 em um acidente de ferry (balsa), no estado do Alto Nilo, quando fugiam de combates na cidade de Malakal; "O barco estava superlotado. Todos se afogaram", anunciou o porta-voz do Exército, Philip Aguer
Civis morreram nesta terça-feira 14 em um acidente de ferry (balsa), no estado do Alto Nilo, quando fugiam de combates na cidade de Malakal; "O barco estava superlotado. Todos se afogaram", anunciou o porta-voz do Exército, Philip Aguer (Foto: Gisele Federicce)


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Da agência Brasil*

Juba – Pelo menos 200 civis do Sudão Sul morreram hoje (14) em um acidente de ferry (balsa), no estado do Alto Nilo, quando fugiam de combates na cidade de Malakal, anunciou o porta-voz do Exército, Philip Aguer.

"As notícias que nos chegam dão conta de 200 a 300 pessoas, incluindo mulheres e crianças. O barco estava superlotado. Todos se afogaram. Eles fugiam dos combates que foram retomados na cidade de Malakal", disse Aguer.

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Foram registrados fortes combates em Malakal, onde as forças rebeldes tentaram tomar o controle da cidade, que já mudou de mãos duas vezes desde que o conflito começou no Sudão do Sul, em 15 de dezembro.

"Há novamente combates dentro e em torno de Malakal", disse o representante das Nações Unidas no Sudão do Sul Toby Lanzer, acrescentando que a base das forças de manutenção de paz ficou cheia de pessoas a procurar abrigo, tendo o número de refugiados aumentado de 10 mil para 19 mil.

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O Exército relatou ainda combates em outras áreas, como ao sul de Bor e em torno da cidade de Rajaf. Segundo as Nações Unidas, cerca de 400 mil civis fugiram de casa no último mês.

O conflito em curso desde 15 de dezembro afeta as rotas de abastecimento, leva os comerciantes a se deslocar e provoca aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis, além de levar à ruptura dos mercados locais, que são cruciais para as populações dependentes da agricultura e da pesca.

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O Sudão do Sul, independente desde julho de 2011 do Sudão, é palco, desde 15 de dezembro, de combates entre as forças governamentais e rebeldes. Os combates, que se intensificaram no domingo, já causaram milhares de mortos e cerca de 200 mil deslocados.

Para evitar que a crise se transforme em uma guerra civil, vários países africanos estão envolvidos em esforços de mediação e tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia enviaram representantes especiais para a região.

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*Com informações da Agência Lusa

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