Naufrágio em barco de imigrantes mata 22 crianças na Grécia

Pelo menos 22 migrantes morreram afogados na madrugada desta sexta-feira, 30, perto das ilhas gregas de Kalymnos e Rodas, em dois novos naufrágios de embarcações procedentes da Turquia. As informações foram divulgadas pela polícia portuária da Grécia; entre os mortos estão 13 crianças; primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, disse nesta sexta-feira que sente vergonha de ser membro de uma União Europeia que ele disse estar passando adiante a responsabilidade pela crise imigratória e derramando lágrimas hipócritas pelas crianças que morreram afogadas tentando entrar no bloco

Pelo menos 22 migrantes morreram afogados na madrugada desta sexta-feira, 30, perto das ilhas gregas de Kalymnos e Rodas, em dois novos naufrágios de embarcações procedentes da Turquia. As informações foram divulgadas pela polícia portuária da Grécia; entre os mortos estão 13 crianças; primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, disse nesta sexta-feira que sente vergonha de ser membro de uma União Europeia que ele disse estar passando adiante a responsabilidade pela crise imigratória e derramando lágrimas hipócritas pelas crianças que morreram afogadas tentando entrar no bloco
Pelo menos 22 migrantes morreram afogados na madrugada desta sexta-feira, 30, perto das ilhas gregas de Kalymnos e Rodas, em dois novos naufrágios de embarcações procedentes da Turquia. As informações foram divulgadas pela polícia portuária da Grécia; entre os mortos estão 13 crianças; primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, disse nesta sexta-feira que sente vergonha de ser membro de uma União Europeia que ele disse estar passando adiante a responsabilidade pela crise imigratória e derramando lágrimas hipócritas pelas crianças que morreram afogadas tentando entrar no bloco (Foto: Aquiles Lins)


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247 com agências - Pelo menos 22 migrantes morreram afogados na madrugada desta sexta-feira, 30, perto das ilhas gregas de Kalymnos e Rodas, em dois novos naufrágios de embarcações procedentes da Turquia. As informações foram divulgadas pela polícia portuária da Grécia. Entre os mortos estão 13 crianças.

O barco com cerca de 150 pessoas a bordo virou durante a noite perto de Kalymnos, na parte oriental do Mar Egeu, por onde passam diariamente milhares de refugiados. A busca por sobreviventes prossegue com quatro barcos de patrulha gregos, um navio da agência europeia de controle das fronteiras externas da UE (Frontex) e um helicóptero.

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, disse nesta sexta-feira que sente vergonha de ser membro de uma União Europeia que ele disse estar passando adiante a responsabilidade pela crise imigratória e derramando lágrimas hipócritas pelas crianças que morreram afogadas tentando entrar no bloco.

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Em um dos comentários mais duros feitos até agora sobre a crise que se espalha por toda a Europa, Tsipras disse ao Parlamento grego que a Grécia não quer um "único euro" por salvar a vidas de milhares de refugiados, que continuam chegando diariamente a seu litoral, e que a UE se mantém divergindo sobre como lidar com o afluxo.

Pelo menos 35 pessoas se afogaram tentando cruzar o mar entre a Turquia e a Grécia esta semana, elevando o número de mortos este ano para cerca de 3.000. Há muitas crianças entre as vítimas.

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"Sinto-me envergonhado como membro desta liderança europeia, tanto pela incapacidade da Europa em lidar com esse drama humano, como pelo nível de debate no escalão superior, onde um passa a bola para o outro", disse Tsipras ao Parlamento.

Desde janeiro a Grécia tem sido um ponto de trânsito para mais de 500.000 refugiados e imigrantes que fogem do conflito no Oriente Médio e outras partes, num fluxo que provoca disputas entre as nações europeias.

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"Esses são hipócritas, lágrimas de crocodilo que estão sendo derramadas pelas crianças mortas às margens do Mar Egeu. Crianças mortas sempre instigam tristeza, Mas o que dizer das crianças que estão vivas, que vêm aos milhares e estão amontoadas nas ruas? Ninguém gosta delas."

Tsipras fez os comentários durante o período em que o primeiro-ministro tem de comparecer ao Parlamento para responder a perguntas sobre atos do governo. Ele foi questionado sobre o acordo da Grécia para acolher temporariamente até 50.000 refugiados, antes de serem encaminhados para outros países do bloco. O acordo foi negociado em uma reunião de várias nações europeias no último domingo, em Bruxelas.

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(Reportagem de Michele Kambas e Angeliki Koutantou)

 

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