"Não vou concorrer em 2013, Monti pode ficar"

Anúncio do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi foi recebido com ceticismo por muitos políticos e analistas; decisão indica que ele perdeu esperança de ganhar apoio suficiente para montar uma campanha de credibilidade como líder da centro-direita

"Não vou concorrer em 2013, Monti pode ficar"
"Não vou concorrer em 2013, Monti pode ficar" (Foto: REUTERS/Paolo Bona)


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Por James Mackenzie

ROMA, 9 Out (Reuters) - O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi disse nesta terça-feira que pode não se candidatar às próximas eleições e sugeriu que o premiê tecnocrata Mario Monti poderia permanecer como chefe de um governo de centro-direita.

A decisão de Berlusconi, que revela temores de uma vitória da centro-esquerda, indica que ele perdeu esperança de ganhar apoio suficiente para montar uma campanha de credibilidade como líder da centro-direita, que está bem atrás nas pesquisas de intenção de voto.

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O anúncio foi recebido com ceticismo por muitos políticos e analistas, que viram como um movimento tático que enfatizou a fraqueza do partido de Berlusconi e não disse muito sobre a probabilidade de Monti permanecer após a eleição.

O próprio Monti tem dito repetidamente que não vai concorrer, mas estaria disposto a ficar no cargo pelo bem do país se houver um impasse político após as eleições, que devem acontecer em abril.

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Berlusconi afirmou que queria unir uma ampla coligação capaz de derrotar a centro-esquerda, e estava preparado para desistir de sua candidatura para obter o apoio de pequenos partidos centristas que têm estado relutantes em juntar forças com o partido Povo da Liberdade (PDL), de Berlusconi.

"Silvio Berlusconi sempre disse e continua a dizer que está pronto para ficar de fora para permitir que todos os moderados se unam em uma única força que possa enfrentar a esquerda juntos", disse ele à sua própria rede de televisão Canale 5.

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"Eu sempre quis o bem do país que eu amo, eu nunca tive qualquer ambição pessoal", acrescentou, recusando-se a identificar um potencial líder caso ele realmente desistisse, embora tenha dito que Monti poderia liderar um governo de centro-direita.

Apoio empresarial

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Monti conta com forte apoio dos empresários da Itália e possui amplo apoio internacional por seus esforços para conter a elevada dívida pública do país e reformar a economia estagnada.

Mas ainda não está claro até que ponto o anúncio de Berlusconi aumenta as chances de um segundo mandato de Monti, com as pesquisas de opinião mostrando pouco apetite do público pela permanência do ex-comissário europeu.

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Os políticos de centro-esquerda apoiam Monti no Parlamento, mas consistentemente afirmam que o próximo governo deveria ser formado por uma coalizão eleita democraticamente. Eles também demonstram forte objeção a uma repetição do governo tecnocrata de Monti.

Berlusconi, forçado a renunciar no ano passado em meio a uma grande crise financeira, indicou diversas vezes que planeja retornar à linha de frente da política, mas nunca confirmou claramente suas intenções.

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O PDL passa por fortes divisões entre os defensores de Berlusconi e outros, incluindo partidários centristas do governo de Monti que querem criar uma força europeia convencional de centro-direita.

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