“Não tenho nenhuma evidência de ação de Biden contra mim”, diz Dilma Rousseff

A ex-presidente revelou que não possui indícios de que Joe Biden, quando vice-presidente da administração Obama, atuou na apreensão de seus dados e da Petrobras no escândalo da NSA. No entanto, ela não isentou o deep state norte-americano: “quem praticou isso foi NSA, que do ponto de vista de guerra cibernética e guerra híbrida e desestabilização de governos, é hoje a agência mais importante dos Estados Unidos”. Assista

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)


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247 - A ex-presidente Dilma Rousseff, em entrevista à TV 247, disse não acreditar que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, quando vice da administração Obama, atuou no escândalo da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), que em 2013 foi responsável por espionar as comunicações da petista e da Petrobras em setores estratégicos.

Em seu mandato, diz Dilma: “Tinha boas relações com o presidente Obama e o vice-presidente Biden. Tinha também relações extremamente calorosas com outros chefes de Estado e chefes de governo. Em relação ao presidente Biden eu tive um contato maior. Não tenho nenhuma evidência de ação deletéria de Biden ou Obama diretamente comigo, a não ser o seguinte: vocês se lembram que eu e a Angela Merkel, num mesmo momento, tivemos a revelação do que estava ocorrendo no Brasil e na Alemanha, que eram os chamados grampos? No caso do Brasil, tinham sido feitos grampos no meu gabinete e na parte da Petrobras que lida com todo o conjunto de dados estratégicos de descobrimento de áreas de petróleo. Era isso que eles estavam atrás”.

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Apesar de Biden não estar pessoalmente implicado no caso, o estado profundo americano, ou deep state, tem até hoje um papel fundamental na desestabilização de governos, como ocorreu no Brasil: “Eu não tenho indícios que a administração e o Biden e o Obama pessoalmente estavam metidos nisso. Agora, tenho indícios fortíssimos de que o deep state estava metido. Quem praticou isso foi a Agência Nacional de Segurança que, do ponto de vista de guerra cibernética e guerra híbrida e desestabilização de governos, é hoje a agência mais importante dos Estados Unidos. O Brasil era objeto do interesse precípuo do deep state americano tanto no que se refere a ele mesmo e suas relações internacionais com os BRICS, o G20 e o Comitê de Segurança da ONU quando participávamos. E ao mesmo tempo tinham interesse profundo no que nós tínhamos de reservas”.

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