'Não será uma tarefa fácil': onde Joe Biden pretende conseguir encontrar gás para a União Europeia?

Organizar um rápido aumento do fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) à UE não será uma tarefa fácil, escreve jornal Politico

O presidente norte-americano, Joe Biden
O presidente norte-americano, Joe Biden (Foto: REUTERS/Leah Millis)


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Sputnik - Nesta sexta-feira (25), o presidente dos EUA Joe Biden apresentou-se como o salvador da União Europeia (UE) da dependência energética russa, mas organizar um rápido aumento do fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) à UE não será uma tarefa fácil, escreve jornal Politico.

Segundo aponta o artigo, o líder americano disse que Washington está pronto para ajudar a UE a reduzir a sua dependência do combustível russo.

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Ao mesmo tempo, os EUA e a Europa estabeleceram o objetivo de fornecer neste ano ao mercado europeu 15 bilhões de metros cúbicos (bcm) adicionais de gás liquefeito. Mas os detalhes permanecem pouco claros.

Ressalta-se que Moscou fornece à UE 155 bcm de gás por ano, ou cerca de 40% do consumo total do bloco.

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, falou de um "compromisso dos EUA de fornecer" esses volumes no curto prazo, mas o texto final da declaração conjunta diz que os EUA vão "trabalhar com parceiros internacionais e se esforçar para garantir" que essas cargas vão para a Europa neste ano.

No entanto, um funcionário sénior dos EUA explicou que a promessa de fornecer 15 bcm neste ano é realmente um compromisso de tentar e ajudar a convencer empresas na Ásia ou em outras regiões, que estavam esperando cargas de gás no próximo inverno, para em vez disso concordarem em enviar essas cargas de gás à Europa. Segundo o responsável oficial, isso seria uma repetição do que aconteceu no inverno passado.

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"Todos os importadores estão pescando abastecimentos na mesma fonte", alertou a Agência Internacional de Energia (AIE). Aumento dos fluxos para o bloco europeu significaria "mercados de GNL excepcionalmente limitados e preços muito elevados".

Contudo, o GNL americano é mais caro do que a alternativa russa e sua entrega à Europa implica a condensação para ser carregado em navios-tanque especiais e sua transformação de volta em gás à chegada às instalações portuárias.

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Atualmente, na Europa há duas dezenas de terminais de importação de GNL, mas nenhum na Alemanha, que é um importante local de distribuição de gás. Neste momento, os trabalhos ainda não começaram no principal terminal de GNL da Alemanha, que deve começar a receber gás em 2024.

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