Não podemos pagar preço de outra guerra mundial, diz presidente da Ucrânia
Zelensky também voltou a indicar que a Ucrânia não precisa que sejam constantemente anunciadas datas de uma “invasão” da Rússia
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247, com Sputnik - O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se pronunciou durante Conferência de Segurança realizada neste sábado (19) em Munique, na Alemanha, e afirmou, durante tensões entre Rússia e Estados Unidos, que o país não pode pagar o preço de outra guerra mundial.
Zelensky também disse que o país agradece os dados de inteligência dos EUA, mas que confia em suas próprias informações. Os agentes que cometam inteligência para a Ucrânia sabem o que acontece em torno das fronteiras do país, disse o presidente ucraniano.
"É difícil eu caracterizar como os EUA utilizam dados de sua inteligência. Talvez o façam de forma profissional, o reconhecimento é deles, e é sua escolha. Agradeço o trabalho realizado pelas nossas inteligências, mas eu confio na nossa inteligência. Confio nos ucranianos que estão no nosso território e sabem o que acontece em torno de nossas fronteiras", disse.
Zelensky também voltou a indicar que a Ucrânia não precisa que sejam constantemente anunciadas datas de uma "invasão" da Rússia.
"Para realmente ajudar a Ucrânia não é necessário falar constantemente de datas de uma possível invasão. Vamos defender nossa terra tanto em 16 de fevereiro, 1º de março como 31 de dezembro", apontou o alto responsável ucraniano.
O presidente da Ucrânia instou ainda a deixar de restringir a admissão de observadores da OSCE aos territórios não controlados por Kiev.
"É importante parar de restringir a admissão de observadores da OSCE aos territórios da Ucrânia temporariamente ocupados. Eles são ameaçados, intimidados", afirmou ele, e pediu garantias de segurança ante uma eventual adesão à OTAN.
"Temos muitas discussões a respeito disto entre líderes e amigos, durante este tempo ganhei amigos entre líderes [...] A Ucrânia precisa de garantias de segurança. Somos inteligentes, entendemos que há muitos riscos por causa da OTAN. Não há acordo entre os membros da OTAN. OK, todos dizem que há uma distância até a OTAN. Nós apenas dizemos: digam, por favor, que prazo é necessário [para entrar no bloco militar]? [...] Isso pode ser medido em anos?", questionou Zelensky.
O presidente da Ucrânia pediu que o país recebesse garantias de segurança diplomáticas. Em dezembro de 2014 o parlamento da Ucrânia aprovou mudanças em duas leis que antes impediam o país de se juntar a blocos militares, e em fevereiro de 2019 emendou a Constituição do país, estabelecendo que o rumo do país é em direção à União Europeia e à OTAN. A Ucrânia se tornou assim o sexto país com status de parceiro preferencial da Aliança Atlântica.
Já Dmitry Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, informou no sábado (19) que convidou três membros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) a visitar urgentemente o país.
Kuleba, que participa da Conferência de Segurança de Munique na Alemanha, também relatou ter coordenado passos para a desescalada da situação em Donbass com os ministros das Relações Exteriores da França e da Alemanha.
"Dmitry Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, realizou em Munique um encontro com [...] Annalena Baerbock e [...] Jean-Yves Le Drian no formato da Troika da Normandia [...] Os ministros da Troika da Normandia coordenaram os próximos passos acerca da desescalada em Donbass, a fim de manter a Rússia na linha do diálogo diplomático, especialmente no âmbito do formato da Normandia", explicou ele em comunicado do Ministério das Relações Exteriores ucraniano.
O chanceler também negou que a Ucrânia tenha feito disparos na direção do território da Rússia.
Na sexta-feira (18) as repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk anunciaram o começo da evacuação em massa da população local em meio ao agravamento da situação na região de Donbass. Hoje (19) de manhã houve relatos de queda de projéteis em território russo, perto da fronteira.
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