"Não há nenhum médico aqui", diz morador de zona afetada por terremoto e furacão no Haiti

Cinco dias depois do terremoto que abalou o sudoeste do Haiti e deixou mais de 2.000 mortos, as autoridades enfrentam o desafio de entregar ajuda humanitária de maneira segura a centenas de milhares de desabrigados, incluindo muitos que vivem em áreas isoladas

(Foto: Reuters)


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RFI - O serviço de Proteção Civil do Haiti atualizou o balanço do terremoto na quarta-feira (18) à noite: 2.189 mortos, 332 desaparecidos e mais de 12.000 feridos. "As operações de resgate continuam", afirmou o organismo pelo Twitter.

O caos impera na região sudoeste do país e os desabrigados também precisam enfrentar as chuvas provocadas pela passagem do furacão Grace.

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Maniche fica a apenas 20km do litoral, onde fica a capital da província de Les Cayes, no sul do Haiti, mas o trajeto a carro leva uma hora para ser feito, por causa das estradas ruins. Situado em um vale entre montanhas, poucos edifícios resistiram ao terremoto de domingo.

“Estamos desanimados porque ainda nem havíamos nos recuperado de Matthew”, lamenta Rose Hurguelle Point du Jour, de 35 anos, referindo-se ao furacão de 2016, que provocou a morte de até mil pessoas. “Todas os prédios que tínhamos no município estão no chão. Não temos mais a igreja, o salão paroquial, o dispensário está totalmente destruído”, acrescenta.

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Rose publicou fotos dos estragos ao seu redor nas redes sociais já no sábado para alertar as pessoas sobre a situação. Passado o interesse inicial, a mulher de 35 anos espera que sua cidade e os habitantes das montanhas vizinhas não sejam esquecidos.

“Todas as casas foram destruídas e nas pequenas comunidades é ainda pior”, diz outro morador. “Ainda não podemos saber quantas pessoas morreram ali porque não temos mais rede telefônica. Nós, no centro de Maniche, ainda estamos mais ou menos bem, mas há áreas que estão separadas de nós por causa dos rios que transbordam. Tenho certeza de que tem gente que precisa de ajuda médica. Na verdade, também não há nenhum médico aqui no centro da cidade. Vemos pessoas indo e vindo, mas nada funcionou para nós ainda".

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