Namorada de editor morto acusa governo francês

"A República é culpada. (...) Os atiradores foram sistematicamente protegidos pela polícia. Houve ameaças, mas ninguém os defendeu [os funcionários do Charlie Hebdo]. Essa é a verdade. O massacre poderia ter sido evitado, mas nós não fizemos isso", disse Jeannette Bougrab, companheira de Stephane Charbonnier, o Charb, em entrevista à rede de TV francesa TF1

"A República é culpada. (...) Os atiradores foram sistematicamente protegidos pela polícia. Houve ameaças, mas ninguém os defendeu [os funcionários do Charlie Hebdo]. Essa é a verdade. O massacre poderia ter sido evitado, mas nós não fizemos isso", disse Jeannette Bougrab, companheira de Stephane Charbonnier, o Charb, em entrevista à rede de TV francesa TF1
"A República é culpada. (...) Os atiradores foram sistematicamente protegidos pela polícia. Houve ameaças, mas ninguém os defendeu [os funcionários do Charlie Hebdo]. Essa é a verdade. O massacre poderia ter sido evitado, mas nós não fizemos isso", disse Jeannette Bougrab, companheira de Stephane Charbonnier, o Charb, em entrevista à rede de TV francesa TF1 (Foto: Gisele Federicce)


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247 – Jeannette Bougrab, companheira do editor do jornal francês Charlie Hebdo, Stephane Charbonnier, morto no ataque de quarta-feira 7, culpou o governo francês pelo atentado que deixou 12 mortos, a maioria jornalistas.

"A República é culpada. (...) Os atiradores foram sistematicamente protegidos pela polícia. Houve ameaças, mas ninguém os defendeu [os funcionários do 'Charlie Hebdo']. Essa é a verdade. O massacre poderia ter sido evitado, mas nós não fizemos isso, afirmou, emocionada, em entrevista à rede de TV francesa TF1.

Ela descreveu o namorado, conhecido como "Charb", como alguém corajoso e que defendia seus ideais até o fim. "Eu o amava e o admirava antes de me apaixonar por ele, porque ele era um desafiador. Ele achava que a vida não valia a pena se não defendesse um ideal. Você conhece pessoas que seriam capazes de morrer para defender seu ponto de vista? Não, porque elas acabaram de morrer", declarou.

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Jeannette trabalhou como secretária da Juventude e da Vida em Comunidade no governo do ex-presidente Francois Fillon. "Eu não perdi Charb, eu perdi o homem que eu amava. Não estou aqui falando como ex-secretária do premiê Francois Fillon, mas como a companheira de um homem assassinado por bárbaros", acrescentou na entrevista.

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