Na Venezuela, Assembleia Nacional declara 'golpe de Estado' feito por Maduro
Em uma sessão de emergência na Assembleia Nacional Venezuelana, os legisladores aprovaram uma resolução declarando uma "ruptura da ordem constitucional e a existência de um golpe de Estado cometido pelo regime de Nicolas Maduro", prometendo responder à situação com protestos em massa e pressão internacional; mais cedo neste domingo, uma multidão de manifestantes pró-governo invadiu a casa legislativa e chegou a interromper a sessão de debates sobre o referendo revogatório
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Da Agência Sputinik
Em uma sessão de emergência na Assembleia Nacional Venezuelana, os legisladores aprovaram uma resolução declarando uma "ruptura da ordem constitucional e a existência de um golpe de Estado cometido pelo regime de Nicolas Maduro", prometendo responder à situação com protestos em massa e pressão internacional.
Mais cedo neste domingo, uma multidão de manifestantes pró-governo invadiu a casa legislativa e chegou a interromper a sessão de debates sobre o referendo revogatório.
Países das Américas preocupados com suspensão do referendo para destituição de Maduro
Enquanto isso, segundo relata a RT, o primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello, denunciou um “novo plano de violência” promovido pela direita com o propósito de derrubar o presidente, e falou sobre uma suposta nova "Operação Condor". Os detalhes desse plano teriam sido encontrados no telefone de José Vicente Garcia, militante do grupo Vontade Popular preso em 18 de outubro com duas granadas explosivas e duas bombas de gás lacrimogêneo, que seriam supostamente usadas para atacar a sede do Executivo.
Na quinta-feira (20), o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela adiou até novo aviso o referendo contra Maduro, praticamente eliminando a possibilidade de que o pleito seja realizado antes da data-chave de 10 de janeiro de 2017, quando o presidente conclui quatro anos de governo.
Se o referendo for feito após essa data, não será necessário realizar novas eleições e seria o vice-presidente que terminaria o mandato de Maduro, garantindo assim a permanência do chavismo no poder até 2019.
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