Na ONU, Temer quer mostrar um Brasil de 'faz de conta'

Em seu segundo discurso como presidente na Assembleia Geral da ONU, Michel Temer irá evitar, nesta terça-feira, as questões políticas que têm afligido o governo e tentar mostrar um país que vem retomando o crescimento econômico e está de volta ao cenário internacional; em sua fala, ele deve repetir que o Brasil está saindo da recessão e se recuperando economicamente, e está aberto a investidores; alçado ao poder após a deposição da presidente eleita Dilma Rousseff, Temer também falará em defender a democracia e os direitos humanos

Brasília- DF 22-09-2016 Presidente Temer, governador de pernanbuco, Paulo Câmara e ministro da educação, Mendonça Filho, durante Cerimônia de Lançamento do Novo Ensino Médio Palácio do Planalto. Foto Lula Marques/Agência PT
Brasília- DF 22-09-2016 Presidente Temer, governador de pernanbuco, Paulo Câmara e ministro da educação, Mendonça Filho, durante Cerimônia de Lançamento do Novo Ensino Médio Palácio do Planalto. Foto Lula Marques/Agência PT (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Em seu segundo discurso como presidente na Assembleia Geral da ONU, o presidente Michel Temer irá evitar, nesta terça-feira, as questões políticas que têm afligido o governo e tentar mostrar um país que vem retomando o crescimento econômico e está de volta ao cenário internacional, disseram fontes governistas à Reuters.

A ideia de vender o Brasil como um país estável, apesar das turbulências políticas, está clara na programação de Temer e dos ministros que o acompanham na viagem a Nova York.

Além de passar o recado para uma plateia majoritariamente de chefes de Estado na ONU, o presidente falará a investidores em um evento organizado pelo jornal Financial Times. Temer também terá um encontro com investidores estrangeiros organizado pelo Conselho das Américas, ainda nesta terça.

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Temer chegou na noite de segunda-feira a Nova York e teve como primeiro compromisso um jantar organizado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para tratar da crise na Venezuela. Nesta terça, o presidente abre a sequência de discursos de chefes de Estado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, posição que tradicionalmente cabe ao Brasil.

Em sua fala, o presidente deve repetir, mesmo que sem detalhes aprofundados, que o Brasil está saindo da recessão e se recuperando economicamente, e está aberto a investidores.

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Temer também deve tratar, em sua fala, da defesa da democracia e dos direitos humanos e reforçar que a adesão do Brasil às "liberdades democráticas" é inegociável.

Em 2016, tendo recém assumido em definitivo como presidente depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Temer usou a tribuna da ONU para defender a legalidade de seu governo.

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O presidente disse, à época, que o Brasil acabava de "atravessar processo longo e complexo, regrado e conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte brasileira, que culminou em um impedimento... dentro do mais absoluto respeito constitucional".

Dessa vez, o recado será voltado mais para a vizinha Venezuela, que enfrenta grave crise política e econômica. Na reunião com Trump, o presidente brasileiro, assim como os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e do Panamá, Juan Carlos Varela, e a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti, se opuseram a "ações externas", como uma intervenção, como uma solução para o país, mas se comprometeram com Trump a continuar pressionando o governo venezuelano.

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Temer deve defender ainda em seu discurso o pacto pela proibição das armas nucleares. O tratado, proposto por Brasil e outros cinco países --México, Nigéria, África do Sul, Áustria e Irlanda-- será assinado na quarta pela manhã como uma proposta oficial da ONU. No entanto, nenhum dos países que possuem de fato armas nucleares, inclusive os Estados Unidos, se comprometeu com o tratado.

Nesta terça, além da abertura da Assembleia Geral, o presidente terá uma série de encontros bilaterais com outros líderes. Entre eles, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi.

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