Na Flórida, o adversário de Obama é a economia

A um dia da eleição presidencial dos Estados Unidos, Barack Obama e Mitt Romney aparecem empatados com 49% na pesquisa da emissora CNN, mas o que chama atenção mesmo na corrida eleitoral é a crise econômica e o desemprego no estado decisivo para a disputa; leia reportagem do enviado especial do 247, Rodolfo Borges

Na Flórida, o adversário de Obama é a economia
Na Flórida, o adversário de Obama é a economia


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Rodolfo Borges _247, Miami - O marido de Mrs. Mella, um engenheiro eletrônico na casa dos 60 anos, está desempregado há seis meses. Tempo o bastante para a aposentada de 62 anos ter se arrependido de seu voto no democrata Barack Obama em 2008. "Não perdi uma eleição até hoje. E, desta vez, quem vai ganhar é Mitt Romney", diz Mella, que participou na tarde deste domingo de evento organizado pelo partido Republicano em uma sinagoga de Aventura, em Miami, que contou com a presença do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani.

Entre outros apoiadores de Romney, Mella carregava uma faixa pedindo a 'demissão' de Obama, reflexo da taxa de desemprego de 9% no estado, acima da media nacional de 7,9% – que também está acima do esperado pelo governo Obama. Só na Flórida, onde imagina-se que a eleição será decidida, são três milhões os mutuários com dificuldades para pagar suas contas – num estado de 19 milhões de habitantes. Mesmo assim, a porção mais pobre, composta por imigrantes e concentrada no sul do estado, prefere dar uma segunda chance a Obama.

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Foto: Rodolfo Borges, de Miami para o 247

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Raphael Blum, a amiga Mira, a cunhada Lily e a esposa Rachel, todos demitindo Obama

O curioso é que, mais do que enxergar qualidades Romney, os eleitores que optam pelo republicano destacam os defeitos do atual presidente. "Voto em Romney porque me oponho a todas as políticas de Obama", diz o investidor Raphael Blum, de 65 anos. Blum, que compareceu ao encontro democrata com a família, se diz independente e concentra suas criticas à política de energia de Obama.

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Na avaliação do investidor, ao se tornar auto-suficiente em petróleo, os Estados Unidos se fortaleceriam em sua política externa – ao deixar de depender do óleo do Oriente Médio. Outra critica recorrente dos eleitores de Romney é feita à aprovação da reforma de saúde conduzida por Obama, com a qual o republicano promete acabar. "Obamacare vai levar este pais ao chão. Não podemos sustentá-la, e ela vai deixar a classe média ainda mais pobres", diz, criticando a política da bem-estar social, que estaria contribuindo para o aumento da taxa de desemprego.

Foto: Rodolfo Borges, de Miami para o 247

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Democrata 'de carteirinha', Robert Kunst não quer nem imaginar mais quatro anos de Obama na Casa Branca

Israel

Como o evento ocorreu numa sinagoga, o assunto Israel não poderia ter ficado de fora da reunião de domingo. E coube ao democrata de carteirinha Robert Kunst fazer as críticas mais duras ao presidente americano. "Obama se posiciona ao lado de companhias de seguro nazistas que se recusam a pagar bilhões de dólares que devem a sobreviventes (do Holocausto), enquanto demanda que Israel divida Jerusalém, judaica por 3 mil anos, e a entreguem para aqueles que dançaram nas ruas depois do 11 de setembro", dizia mensagem distribuída pelo eleitor de Romney, de 70 anos, enquanto distribuía camisetas e adesivos com a inscrição "Romney apóia Israel" e pedia doações para imprimir mais material.

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"Este democrata por toda vida não vai votar em Obama", termina a mensagem, mostrando que não é preciso estar desempregado para reclamar do presidente. E, pelo último resultado das pesquisas da CNN, pregações com a de Kunst têm surtido efeito. O último levantamento da emissora apontou um empate de 49% a 49% entre os dois candidatos, com 96% do eleitorado definido. Apenas 4% dos eleitores americano estariam dispostos a mudar seu voto e, para seguir no empate, 70% dos democratas e 70% dos republicanos acreditam que seu candidato vai ganhar.

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