"Musk quer colocar satélites para monitorar Amazônia, não oferecer internet", diz Nathalia Urban

“Ele vai poder usar dados, informações e tecnologia para, de maneira até fraudulenta, tentar rebater as alegações de desmatamento na Amazônia”, sugere a jornalista

(Foto: Reprodução | Reuters)


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247 - A jornalista Nathália Urban, em participação na TV 247, rechaçou a visita do bilionário Elon Musk, homem mais rico do mundo e CEO da Tesla, ao Brasil para se encontrar com Jair Bolsonaro para tratar, entre outras investidas tecnológicas, de monitoramento na Amazônia através da tecnologia Starlink, sua empresa de internet.

A jornalista lembra que a tecnologia utilizada por Musk vai permitir livre acesso para explorar os dados coletados durante o “monitoramento” de áreas remotas da Amazônia.

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“Esse sistema da Starlink funciona através de satélites. Então teremos diversos satélites de uma pessoa que não é nada confiável monitorando a Amazônia”, pontua.

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Urban destaca que a aceitação de Bolsonaro em relação às boas ações de Musk na Amazônia são questionáveis, pois, no passado, pesquisadores, cientistas e pessoas que lutam pelo meio ambiente foram chamadas de “loucas, conspiracionistas e mentirosas'' ao apresentarem dados de monitoramento via satélite. 

“O diretor do INPE [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Ricardo Magnus Osório Galvão], por exemplo. Ele saiu do cargo porque foi chamado de mentiroso quando mostrou dados dos satélites de monitoramento da Amazônia, mostrando o tamanho do desmatamento”, lembra.

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“Ele vai poder usar esses dados, informações e tecnologia para, de maneira até fraudulenta, tentar rebater as alegações de desmatamento na Amazônia”, conclui.

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